19 agosto 2013

carmen zita ferreira aos quadradinhos

Paulo Freixinho faz palavras cruzadas. Não, não passa a vida a passar o tempo a fazer palavras cruzadas.  Elabora Palavras Cruzadas para a revista Caras (Feriaque), Público (Feriaque), Jornal de Notícias (Feriaque), Seleções Reader's Digest, A Voz de Trás-os-Montes, Point24 (Luxemburgo), Portugal Post (Alemanha), entre outros.
Tem uma palavra preferida: Xurdir, que significa fazer pela vida. Publicou o livro "Palavras Cruzadas com Literatura" (Ed. Quetzal) e ofereceu-me este retrato. Se quiserem conhecer um dos seus blogues, siga por aqui.

CONTO: ‘O AMOR É O HABITUAL NO INVISÍVEL’

Na última edição da Preguiça Magazine saiu o meu mais recente conto, escrito em parceria com João Silva. Quem tiver curiosidade poderá lê-lo aqui. 

27 junho 2013

CONTO: ‘ESCALA DE MEDIDA DO AMOR’

Na Preguiça Magazine saiu hoje o meu mais recente conto, escrito em parceria com a Elsa Margarida Rodrigues. Quem tiver curiosidade poderá lê-lo aqui.

18 março 2013

farol


Farol
Estará a pacífica luz do teu olhar
à minha espera nesta viagem?
Neste regresso outonal,
por entre ramos sinuosos
de negro decorados
estarão os teus braços a aguardar
o meu barco mutilado?

Saberei eu a âncora largar,
terei eu a necessária coragem?
Nesta revolta quase invernal,
por entre rumos ardilosos
de falsos brilhos adornados
encontrarei a tua luz neste mar
para me descobrir a salvo?

Estará teu espírito preparado
para assistir ao naufrágio
desta imprudente embarcação?
Será a visão do teu sereno aviso de perigo
neste insensato retorno,
a minha derradeira recordação?
Carmen Zita Ferreira

22 fevereiro 2013

se cantasse

Se cantasse, talvez o coração
Sossegasse no peito.
Mas vou perdendo o jeito
De cantar
A vida, devagar,
Leva-nos tudo,
E deixa-nos na boca o gosto de ser mudo.

Miguel Torga
(1907-1995)
Coimbra, 12 de Outubro de 1974


nota - uma semana depois de eu nascer Miguel Torga escreveu este poema... se ele soubesse o sentido que o mesmo faz no meu espírito hoje...

12 fevereiro 2013

"Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."
Álvaro de Campos