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22 maio 2012

No Dia do Autor Português

«Quando for grande, não quero ser médico, engenheiro ou professor.


Não quero trabalhar de manhã à noite, seja no que for.

Quero brincar de manhã à noite, seja no que for.

Quando for grande, quero ser um brincador.

Ficam, portanto, a saber: não vou para a escola aprender a ser um médico, um engenheiro ou um professor.

Tenho mais em que pensar e muito mais que fazer.

Tenho tanto que brincar, como brinca um brincador, muito mais o que sonhar, como sonha um sonhador, e também que imaginar, como imagina um imaginador...

A mãe diz que não pode ser, que não é profissão de gente crescida. E depois acrescenta, a suspirar: “é assim a vida”. Custa tanto a acreditar. Pessoas que são capazes, que um dia também foram raparigas e rapazes, mas já não podem brincar.

A vida é assim? Não para mim. Quando for grande, quero ser brincador. Brincar e crescer, crescer e brincar, até a morte vir bater à minha porta. Depois também, sardanisca verde que continua a rabiar mesmo depois de morta. Na minha sepultura, vão escrever: “Aqui jaz um brincador. Era um homem simples e dedicado, muito dado, que se levantava cedo todas as manhãs para ir brincar com as palavras.»

O Brincador,
Texto de Álvaro Magalhães
Ilustração de

Isabel Hojas (Santiago, 1977- )
http://tierradehojas.cl/

18 junho 2011

“os livros encontram os seus próprios leitores”


A vida não basta e isso fica provado cada vez que vamos à Livraria Arquivo, em Leiria. Há muito mais para além da vida. Há a arte, há literatura, há tudo o que contradiz o tic-tac contínuo de cada segundo que passa.
A frase do título deste post é de António Manuel Pina. Com ele na foto estão Madalena Matoso, Afonso Cruz, Luís Mourão e Álvaro Romão. Há muito tempo que não estava num lugar com tanta genialidade por metro quadrado.
Comecei por apontar as frases que cada um dizia e que tinha a certeza de que quereria recordar… Desisti. Eram muitas frases, para tão pouca velocidade de registo.
Fica esta, a do título, que foi proferida a propósito da eterna questão de haver ou não livros “próprios” para crianças.
As outras ficam “apenas” na memória.

10 março 2011

"cegos são pessoas que não vêem"

fotografia de Jason Lavengood

“O céu devia estar cheio de rezas e choros, porque nessa tarde condensou a água de repente e choveu tudo de uma vez. Fez-se escuro como a pele dum rato e, minutos depois, largou o peso na terra.”
Rui Cardoso Martins
“Deixem passar o homem invisível”
Ed. Dom Quixote, 2009


Haverá melhor forma de começar um romance?

16 fevereiro 2011

arte poética

"A poesia é a emoção expressa em ritmo através do pensamento, como a música é essa mesma expressão, mas directa, sem o intermédio da ideia."
Fernando Pessoa

09 dezembro 2010

os livros e as ilusões 3#

“(…) era uma daquelas raras pessoas em que a mente acaba por vencer sobre a matéria. A idade não diminui essas pessoas. Torna-as velhas, mas não altera as pessoas que elas são e quanto mais tempo vivem, mais radicalmente e implacavelmente se encarnam a si mesmas.”
Paul Auster
O livro das ilusões. 4.ª ed, Lisboa, Ed Asa,
2006, pg. 196

08 dezembro 2010

arte poética

"Na minha opinião, um poema opõe-se a uma obra de ciência por ter como seu objectivo imediato o prazer e não a verdade; opõe-se ao romance, por ter por seu objecto um prazer indefinido em vez de definido, sendo poema apenas e quando esse objectivo é alcançado."

Edgar Allan Poe
"Poética"
Lisboa, Ed. Fundação Calouste Gunbenkian, 2004, pg.26

30 novembro 2010

os livros e as ilusões 2#

“O que importa não é a maior ou menor facilidade com que evitamos os problemas, mas sim o modo como lidamos com os problemas sempre que eles surgem”.
Paul Auster, em “O livro das ilusões”, pg. 34

29 novembro 2010

os livros e as ilusões 1#

Uma das actividades que mais gosto de levar a cabo é voltar aos livros que já li e procurar as frases que sei que neles sublinhei.
Comecei a sublinhar, sem sentimento de culpa, os livros que ia lendo, depois de uma professora da FCSH que muito admiro dizer numa aula que achava que os livros eram para ser vividos. Concordei e senti que a minha opção estava para sempre legitimada. Na verdade, acho muito interessante voltar a eles e ver o que, na altura da leitura integral, mais atraiu a minha atenção.
Este domingo, quando procurava um pequeno e significante objecto, reparei que estava dentro de um dos livros mais sublinhados da minha pequena biblioteca pessoal. Voltei a ler as frases sublinhadas e a entender por que assim estavam.
Se há livros sobre os quais questiono a pertinência do destaque pessoal de determinada frase, neste isso não aconteceu. Pelo menos ainda. Neste contexto, apeteceu-me transcrever para aqui algumas dessas frases.
O livro é de Paul Auster, “O livro das ilusões”, das Edições Asa (4.ª edição, 2006). Não me consigo lembrar em que ano o li e determino aqui e agora que esse pormenor não é importante.

Começo a sequência de algumas das frases sublinhadas com esta:

Para o melhor ou para o pior, parece que os filósofos tinham razão. Nada do que nos acontece se perde.” pg 230

08 outubro 2010

Mario Vargas Llosa



Mario Vargas Llosa nasceu em 1936, em Arequipa, no Peru. Professor universitário, académico e político, é uma personalidade intelectual de grande vulto e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo.
Prémio Nobel da Literatura em 2010, Mário Vargas Llosa sucede a Herta Müller, Jean-Marie Gustave Le Clézio, Doris Lessing, Orhan Pamuk e Harold Pinter, distinguidos com o galardão nos últimos cinco anos.
Destacamos as seguintes obras do autor, que se encontram editadas em Portugal:
“A guerra do fim do mundo” (Bertrand, 1984);
“História de Mayta” (D. Quixote, 1987);
“A cidade e os cães” (Europa-América, 1977/ Dom Quixote, 2002);
“Quem matou Palomino Molero?” (Dom Quixote, 1988);
“Elogio da madrasta” (Dom Quixote, 1989);
“O falador” (Dom Quixote, 1989);
“A tia Júlia e o escrevedor” (Dom Quixote, 1988);
“Pantaleão e as visitadoras” (Europa-América, 1975/ Dom Quixote. 2001);
“Conversa na catedral” (Europa-América, 1972/ Dom Quixote, 1997);
“Como peixe na água: memórias” (Dom Quixote, 1994);
“Lituma nos Andes” (Dom Quixote, 1994);
“A guerra do fim do mundo” (Círculo de Leitores, 1995);
“Cadernos de Dom Rigoberto” (Dom Quixote, 1998);
“Cartas a um jovem romancista” (Dom Quixote, 2000/Círculo Leitores, 1999);
“A festa do chibo” (Dom Quixote, 2001/ Círculo de Leitores, 2001);
“A casa verde” (Dom Quixote, 2002);
“O paraíso na outra esquina” (Dom Quixote, 2003);
“A tia Júlia e o escrevedor” (Dom Quixote, 2003);
“Travessuras da menina má” (Dom Quixote/Círculo de Leitores, 2006);
“Israel Palestina: paz ou Guerra Santa” (Quasi, 2007);
“Diário do Iraque” (Quasi, 2007).

O seu próximo livro, El Sueño del Celta (O Sonho do Celta), vai ser editado em Portugal, ainda este ano, pela Quetzal, do grupo Porto Editora.

24 setembro 2010

Hotel Memória (2007)


TORDO, João. Hotel Memória.Ed. Quidnovi, 2007.


O narrador deste romance é um estudante que, ao chegar a Nova Iorque para uma pós-graduação, conhece na universidade uma rapariga bastante enigmática chamada Kim pela qual se apaixona doidamente.
Apesar de achar que nunca será capaz de a conquistar, acaba por ser correspondido no seu amor, embora não chegue nunca a decifrar inteiramente os mistérios que envolvem a rapariga. É por isso também que a morte desta, brutal e inesperada, o vai encher de culpa e remorso e lançá-lo numa espiral descendente que o transformará num autêntico vagabundo.
É então que, sem dinheiro nem bens, o protagonista chega ao Hotel Memória, um estranho lugar na Baixa de Manhattan que parece destinado a albergar criaturas perdidas; e é também aí que conhece Samuel, um excêntrico milionário que o desafia a procurar um fadista português desaparecido, Daniel da Silva, emigrado para os Estados Unidos na década de sessenta. A pouco e pouco, deparando-se com o inesperado a cada esquina, o narrador vai-se embrenhando nesse mistério por resolver e a busca por Daniel da Silva transforma-se na busca do seu próprio eu, da sua identidade perdida e do seu passado.
Tendo Nova Iorque como pano de fundo, dos anos sessenta até ao presente, e criando a figura inesquecível de Daniel da Silva, o fadista que conquista Manhattan com o seu talento, Hotel Memória é, ao mesmo tempo, um romance de mistério, um policial e uma aventura. Inspirado pela ficção de Edgar Allan Poe e de Melville, que são referências constantes, é um livro ao mesmo tempo intrigante e comovente, que lida com os fantasmas da memória, da culpa e da redenção.


Críticas de imprensa sobre o livro “Hotel Memória”:

“Hotel Memória é um livro cheio de garra, cru e voraz. Nele estão estampados mundos extremos de emoções, desde o mais inebriante amor, a solidão estéril e a dor cáustica. Nele é possível ouvir com clareza a voz do seu autor, João Tordo. Uma voz que vale a pena continuar a acompanhar com toda a atenção.”
Susana Nogueira

“Romance passado em Nova Iorque, com epílogo em São Francisco, impregnado de uma atmosfera tipicamente americana, dotado de um estilo cuidadamente lírico, romântico, que eleva a escrita jornalística corrente (profissão do autor) a literatura, povoado de personagens desenraizadas (mexicanos, ingleses, portugueses, russos, chineses...), de seres inocentes (Kim) e generosos (Manuel) e de seres escabrosos (chineses dos restaurantes; máfia russa substituta da italiana), de prédios em ruínas habitados por famílias arruinadas, cruzando simultaneamente o apelo nostálgico do fado com a vivacidade do jazz e a atmosfera universitária com o ambiente sórdido das ruas dos velhos bairros nova-iorquinos (...) João Tordo retrata nos seus romances os elementos principais das metrópoles do final do século XX. A solidão, o desenraizamento, o abandono existencial, o vazio ontológico, apenas preenchidos pela futilidade, o anonimato e a banalidade do mal, que o herói combate, criando uma vontade de rectidão e justiça (...) Romance de leitura obrigatória, revelando um futuro grande escritor.”
Miguel Real, Jornal de Letras

“Neste regresso, João Tordo confirma o seu talento com um romance que mistura géneros (mistério, policial, aventura. [...] A maioria das personagens são homens e, apesar de se estar dentro de um universo predominantemente masculino, com violência, sexo, drogas e álcool, acabam por ser acções das mulheres a fazer com que as personagens, na sua imensa solidão, sejam levadas ao limite. E quando se atinge o limite o que se faz? Morremos com a lidar com a culpa ou lutamos pela redenção? A resposta está em Hotel Memória.”
Isabel Coutinho, Público

03 agosto 2010

As três vidas

“Mais tarde pensei se haveria, na verdade, alguma espécie de estranho engenho dentro da cabeça de um homem que o impedisse, a partir de certa altura em que já nada espera, quando aprendeu a aceitar a derrota, de conseguir reconhecer aquilo sem que lhe parecera, em tempos, que não podia viver. Ansiamos por esse momento de felicidade; ele surge como uma queda de água no meio do deserto; e de repente, não acreditamos nele, por estarmos tão acostumados à sua irrevogável ausência.”
João Tordo (n. 1975, Lisboa)
in “As três vidas”,
Ed. QuidNovi, 4.ª ed, 2009, pg. 215

09 julho 2010

Corja maldita


Pedro Almeida Vieira

Escritor e jornalista português, nasceu em Coimbra (Beira Litoral), em 17 de Novembro de 1969, licenciou-se em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993.
Dois anos mais tarde tornar-se-ia jornalista «free-lancer», com colaborações nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Forum Ambiente e Grande Reportagem. Em 2003 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Ambiente «Fernando Pereira», pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, pela sua contribuição, como jornalista, para as causas ambientais.
Em 2003 publicou um ensaio ambiental intitulado «O Estrago da Nação», repetindo esta temática em 2006, com a publicação do livro «Portugal: O Vermelho e o Negro», sobre os incêndios florestais. A sua estreia literária surgiu com o romance «Nove mil passos» (2004), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres, seguindo-se «O Profeta do castigo divino» (2005) - que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, com enfoque no período anterior ao terramoto de Lisboa de 1755 -, «A mão esquerda de Deus» (2009) - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que constitui uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, o suposto falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal - e «Corja maldita» (2010), um romance que incide sobre o processo de extinção da Companhia de Jesus na segunda metade do século XVIII.
Actualmente, está a escrever um ensaio sobre censura e crítica literárias no período do barroco.


“Corja maldita” - Sinopse oficial do livro:
Na segunda metade do século XVIII, a todo-poderosa Companhia de Jesus vê-se envolvida pelo futuro marquês de Pombal no processo dos Távoras, em França torna-se um alvo a abater pelos jansenistas parisienses e em Espanha é transformada em bode expiatório no rescaldo de um motim. Em 1773 acabaria suprimida pelo papa Clemente XIV, após um conclave envolto em corrupção. Tudo isto se retrata neste livro.
Estamos perante, pois então, um romance histórico?
De acordo com o editor: sim, definitivamente.
Segundo o narrador, que se assume afinal como o verdadeiro autor: não, é uma crónica verídica.
Para a alma penada do padre Gabriel Malagrida, é uma reputada heresia; este livro deveria ser queimado... Queimado?! Não, guilhotinado... e jamais lido.
O (presumido) autor não confirma nem desmente.
Na dúvida, será uma cornucópia de imaginação e criatividade.

30 junho 2010

Hugo Santos na Biblioteca Municipal de Ourém



O escritor Hugo Santos estará, no próximo dia 03 de Julho, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal de Ourém, para apresentar o seu mais recente livro “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”.
A apresentação da obra estará a cargo do poeta e dramaturgo Domingos Lobo e haverá um momento de declamação de poemas de Hugo Santos, na voz e mestria de Jorge Lino.
No final, a oportunidade de conversar com o autor e adquirir a obra apresentada, a preço de feira do livro. A não perder.


Nota biográfica:
Hugo Santos nasceu em Campo Maior e foi professor do 1.º Ciclo.
A sua obra literária fala da beleza do Alentejo raiano e reflecte o espaço da casa, da família e do silêncio, cheio de vozes, da planície.
Poeta, contista e romancista, muitos dos seus livros foram premiados. Foi vencedor do Prémio de Poesia Mário Viegas, Prémio Miguel Torga (romance), Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca e Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama.
Entre as suas obras principais contam-se: Os Rios Sobre a Parede (poesia), O Domador de Pássaros (poesia), A Mulher de Neruda (romance), O Segundo Ofício das Nostalgias (contos) e As Mulheres que Amaram Juan Tenório (romance).
Em 2008 publicou o livro “Eu, a casa, os bichos e outras coisas”, recomendado pelo PNL para leitura orientada na sala de aula com alunos do 5º e 6º ano de escolaridade que ainda não adquiriram hábitos de leitura.
Em Março de 2010 lançou o livro “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”.


Sinopse por Urbano Tavares Rodrigues – “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”
Os Labores de Adão e os Artifícios de Eva é um livro brilhante e profundo onde Hugo Santos nos dá, com o seu talento verbal e a sua extrema sensibilidade, a visão que dos mesmos amores vividos têm os homens e as mulheres que os partilharam. É notória a maior riqueza de apreensão e análise do vivido por parte das mulheres, o que não causa surpresa a quem tenha acompanhado a obra poética e ficcional de Hugo Santos.
Poucos escritores em Portugal terão essa sua intuição, esse seu conhecimento do feminino, que o torna um verdadeiro sedutor, ou seja, um cúmplice da mulher nos seus desejos e segredos. Só essa sua «alma feminina» lhe permitiria escrever tantas páginas de sedução e entendimento da mulher.
Pela qualidade da escrita, pela riqueza dos entrechos, pela magia dos sentimentos e da sua escalpelização, Os Labores de Adão e os Artifícios de Eva é um admirável livro de contos ou, se o quisermos ver de outro modo, um romance feito de múltiplas narrativas. Obra para ler e meditar, breviário de amor.” [Urbano Tavares Rodrigues]

22 março 2010

Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano


Os (con)tributos’2010 continuam neste mês de Março, com o tema "O Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano".Com este encontro a Biblioteca Municipal e a comunidade de leitores pretendem prestar tributo a um dos mais importantes autores do Romantismo em Portugal. Para nos ajudar teremos o convidado, Dr. José António Gaspar. Encontro marcado para as 17horas, do próximo dia 27, na Biblioteca Municipal de Ourém.

Alexandre Herculano de Carvalho Araújo nasceu em Lisboa, a 28 de Março de 1810, no seio de uma família da classe média.Com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do romantismo em Portugal. Os seus primeiros contactos com a literatura ocorreram em ambiente pré-romântico, nos salões da Marquesa de Alorna. Foi ele que introduziu no nosso país o romance histórico, tão característico do romantismo. A inspiração directa veio-lhe naturalmente de Walter Scott e Victor Hugo.Os seus méritos de cidadão, escritor e estudioso eram reconhecidos quase unanimemente pelos seus contemporâneos e foram muitas as honrarias que lhe foram oferecidas. Aceitou algumas de natureza científica, mas as distinções honoríficas recusou-as sempre.Em 1866 casou e pouco depois, retirou-se para a sua quinta de Vale de Lobos, próximo de Santarém. Aí permaneceu até ao fim da vida, ocupado com os seus escritos literários. Foi aí que morreu, a 13 de Setembro de 1877.Da sua obra destacamos “Eurico, o Presbítero”, “O Bobo”, “Lendas e Narrativas”, “O Alcaide de Santarém” e “A Dama de Pé-de-cabra”. Sentimentos violentos, códigos de honra, terrores e maldições perpassam estas histórias trágicas e fantásticas e fazem delas verdadeiras narrativas ao gosto romântico.
José António Gaspar nasceu na aldeia do Sobral, da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, do Concelho de Ourém, onde só viveu um ano. Viveu sucessivamente na Maxieira, em Boleiros e em Cova da Iria, da Freguesia de Fátima.Frequentou o Seminário Diocesano, desde 1961 até 1973 e cumpriu o serviço militar em Mafra, Setúbal e Lisboa, desde Janeiro de 1974 até Dezembro de 1975.Frequentou a Universidade Católica em 1976 e concluiu o Curso de Teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, em 1977.Começou a leccionar na Escola Secundária de Ourém, em 1978, ao mesmo tempo que frequentava o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Variante de Estudos Portugueses, na Universidade de Coimbra.Entre 1978 e 1981 leccionou no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Fátima, tendo concluído neste último ano o Curso de Estudos Portugueses, na Universidade de Coimbra.Fez a profissionalização em exercício em Abrantes nos anos lectivos de 82/83 e 83/84 e voltou para a Escola Secundária de Ourém, onde esteve de 84/85 até 97/98.Esteve requisitado na Quercus, a desenvolver projectos de Educação Ambiental, entre 97 e 2001, tendo regressado à Escola Secundária de Ourém em 2001/2002, onde permanece até hoje.Na área da política, fez um mandato como deputado municipal, em Ourém, em representação do Partido Socialista.Na área sociocultural, foi dirigente dos Escuteiros em Leiria e Fátima e pertence, há vinte anos, à Direcção do Núcleo do Ribatejo e Estremadura da Quercus. Fez também parte do grupo de pessoas que lançou a Associação Fátima Cultural. Colabora dispersamente em vários jornais da região.

23 fevereiro 2010

O que é que a Póvoa tem?

Tem correntes de escritas, tem...

(e começa já amanhã)

leitor modelo

“(…) um livro bom não tem idades definidas, tem sim um leitor modelo que será aquele que dele se aproprie. É demasiadamente presunçoso da parte dos adultos afiançarem que há determinados temas de que as crianças não gostam ou não percebem.”
Andreia Brites
No blog o bicho dos livros

16 outubro 2009

Proposta mais do que decente


Richard Zimler estará amanhã na Livraria Arquivo, em Leiria, a partir das 17h00.
Quem me quer acompanhar até lá?


Richard Zimler nasceu em Nova Iorque em 1956. É licenciado em Religião Comparada pela Duke University e mestre em jornalismo pela Stanford University. Vive no Porto desde 1990, onde é professor de jornalismo. Traduziu para Inglês alguns poetas portugueses contemporâneos, entre os quais Al Berto e Pedro Tamen. Em 2002 naturalizou-se português.
Na última década publicou sete romances, uma colectânea de contos e um livro para crianças, “Dança Quando Chegares ao Fim - Bons conselhos de amigos animais”, com ilustrações de Bernardo Carvalho (Ed. Caminho/2009).
O Último Cabalista de Lisboa” (Ed. Oceanos/2007) é o seu mais conhecido trabalho e “Os anagramas de Varsóvia” (Ed. Oceanos/2009) o seu mais recente romance.


Acerca do livro “Os anagramas de Varsóvia” (sinopse oficial):
“Um romance policial arrepiante e soberbamente escrito passado no gueto judaico de Varsóvia. Narrado por um homem que por todas as razões devia estar morto e que pode estar a mentir sobre a sua identidade.
No Outono de 1940, os nazis encerraram quatrocentos mil judeus numa pequena área da capital da Polónia, criando uma ilha urbana cortada do mundo exterior. Erik Cohen, um velho psiquiatra, é forçado a mudar-se para um minúsculo apartamento com a sobrinha e o seu adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam.
Num dia de frio cortante, Adam desaparece. Na manhã seguinte, o seu corpo é descoberto na vedação de arame farpado que rodeia o gueto. Uma das pernas do rapaz foi cortada e um pequeno pedaço de cordel deixado na sua boca. Por que razão terá o cadáver sido profanado? Erik luta contra a sua raiva avassaladora e o seu desespero jurando descobrir o assassino do sobrinho para vingar a sua morte. Um amigo de infância, Izzy, cuja coragem e sentido de humor impedem Erik de perder a confiança, junta-se-lhe nessa busca perigosa e desesperada.
Em breve outro cadáver aparece - desta vez o de uma rapariga, a quem foi cortada uma das mãos. As provas começam a apontar para um traidor judeu que atrai crianças para a morte. Neste thriller histórico profundamente comovente e sombrio, Erik e Izzy levam o leitor até aos recantos mais proibidos de Varsóvia e aos mais heróicos recantos do coração humano.”

08 outubro 2009

Herta Müller vence Prémio Nobel da Literatura



A escritora romena naturalizada alemã Herta Müller é a vencedora do Prémio Nobel de Literatura 2009. A Academia sueca sublinha que Herta Müller consegue, "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados".
A autora conta com dois livros publicados em Portugal: "O homem é um grande faisão sobre a terra", com tradução de Maria Antonieta C. Mendonça (Cotovia, 1993) e "A terra das ameixas verdes", com tradução de Maria Alexandra A. Lopes (Difel, 1999).

16 setembro 2009

Roberto Bolaño e o seu 2666

Roberto Bolaño
Faltam 09 dias e 07 horas para podermos ter acesso à edição em Língua Portuguesa do livro que é considerado o maior fenómeno literário da última década.