22 maio 2018

#bandasonoradeviagem 29

Self-realized and metaphysically redeemed
May not live another life
May not solve a mystery
Right around the corner
Could be bigger than ourselves
We could will it to the sky
Or we could something else

“Lá fora: Guia para descobrir a natureza” e “Cá dentro: Guia para descobrir o cérebro”

A minha sugestão hoje centra-se em duas obras atuais e fundamentais: “Lá fora: Guia para descobrir a natureza” e “Cá dentro: Guia para descobrir o cérebro”, da Editora Planeta Tangerina. “Lá fora: Guia para descobrir a natureza”, de Maria Ana Peixe Dias e Inês Teixeira do Rosário, com ilustrações de Bernardo P. Carvalho, foi criado com a colaboração de uma equipa de especialistas portugueses, nas mais variadas áreas das ciências da natureza, desde a Botânica até à Zoologia. Este livro desperta em todos, desde os mais novos aos mais velhos, a curiosidade sobre a fauna, a flora e outros aspetos do mundo natural que podem ser observados em Portugal. Inclui também propostas de atividades e muitas ilustrações, para ajudar o leitor (em família, com os amigos, ou sozinho) a ganhar balanço, sair de casa e descobrir – ou simplesmente contemplar – todo o mundo incrível que existe “Lá fora”. É um livro que foi vendedor do Prémio “Opera Prima”, atribuído pela Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha 2015, ao qual foi atribuída uma Menção Honrosa na 19.ª edição do Prémio Nacional de Ilustração, DGLAB, 2014 e que é aconselhado pelo Plano Nacional de Leitura.

“Cá dentro: Guia para descobrir o cérebro”, de Isabel Minhós Martins e Maria Manuel Pedrosa, com ilustrações de Madalena Matoso, foi construído com o apoio de uma equipa de neurocientistas, filósofos e psicólogos. Este livro acompanha a evolução do cérebro desde o primeiro segundo, mostra-nos a incrível realidade construída com a ajuda dos sentidos, explica-nos como aprendemos, decidimos ou agimos e também como nos ligamos às outras pessoas, a outros cérebros.

 "Lá fora" e “Cá dentro” são obras de arte que vieram dar um sopro de modernidade ao saber enciclopédico em forma de livro, que muitos pensavam ter perdido o seu lugar com a chegada da internet. São livros científicos que estimulam o leitor e que contribuem para um cérebro mais curioso, motivado e feliz.

21 maio 2018

#bandasonoradeviagem 28

"There's a drumming noise inside my head 
That starts when you're around 
I swear that you could hear it 
It makes such an all mighty sound"

29 março 2018

Beatriz, a árvore feliz

Em Beatriz, a árvore feliz (Trinta por uma linha, 2017), Carmen Zita Ferreira apresenta-nos uma fabulosa e não menos misteriosa alegoria da vida. Com efeito, narra-se a história de vida de uma bolota – chamada Beatriz – que se soltou do ramo onde tinha nascido, para que, caindo na terra, pudesse crescer, ganhar folhas, ramos, cortiça e bolotas suas. Mas não foi exatamente assim que aconteceu. Beatriz caiu entre a berma da estrada e o começo da terra negra. Só depois de muitas tribulações, Beatriz Sobreiro, a quem todos chamam Beatriz, a árvore feliz, sobreviverá. Sobre o livro, João Manuel Ribeiro escreveu: "A intensidade da metáfora, que a alegoria expande e a evidência da personificação, ampliada pelo nome próprio (Beatriz) e pelo adjetivo (feliz), permite ao leitor, tenha ele a idade que tiver, percecionar que se encontra diante duma história de vida, que conecta e de algum modo inclui a sua própria vida. E esta é, de facto, a magia e a grandeza da literatura para a infância: abordar temas centrais da vida humana com a simplicidade e a profundidade que as metáforas possibilitam. E isto é sedutor, porque “mostra” sem dizer, “insinua” sem afirmar. As ilustrações de Hélder Barbosa, pela insistência no cinzento e no lilás, num jogo entre sombra e cor, conferem à narrativa uma dinâmica própria que ilumina o texto, transfigurando-o e acrescentando-lhe possíveis e novos significados."
Texto: Carmen Zita Ferreira
Ilustração: Hélder Barbosa
Edição: Trinta por uma Linha
Ano de edição: 2017
Formato: 21 x 22 cm
ISBN: 978-989-99784-9-2

Dici che il fiume trova la via al mare...

19 dezembro 2017

“Romanceiro de Natal” de João Manuel Ribeiro e Vergílio Alberto Vieira



                A minha sugestão de leitura vai hoje para o livro “Romanceiro de Natal”, uma coletânea de poemas sobre a época que este mês comemoramos.

“Romanceiro de Natal”, de João Manuel Ribeiro e Vergílio Alberto Vieira, presenteia-nos com 21 poemas, ora de um, ora do outro poeta, que nos reportam para diferentes ambientes que associamos ao Natal. São exemplos disso os ambientes dos poemas “Visitação do Anjo”, “Adoração dos Magos”, “O Natal dos Inocentes” (que convoca o episódio do Infanticídio ordenado pelo Rei Herodes) e “Aguarela da Sagrada Família”.

Mas os poetas João Manuel Ribeiro e Vergílio Alberto Vieira vão mais longe e oferecem aos leitores cenários fantásticos, que ultrapassam os que habitualmente são invocados nesta época, como por exemplo os que encontramos nos poemas “Presépio Esquimó” e “Missangas de Natal no avental da avó”.

Tão importantes quanto o texto, as ilustrações de Joana Bragança transformam o livro num objeto apetecível durante todo o ano e não só na época de Natal.

O escritor João Manuel Ribeiro nasceu em 1968. Estudou Teologia, Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores, Ciências da Educação e Literatura Infantil e Juvenil, em várias universidades. Para crianças publicou mais de 30 títulos, repartidos entre a poesia, a narrativa e outros tipos de texto. Comemorará, em 2018, 10 anos de Vida Literária.

O escritor Vergílio Alberto Vieira nasceu em 1950, em Amares – Braga. Licenciou-se em Letras pela Universidade do Porto. Poeta, ficcionista e autor de livros para a infância, publicou pela primeira vez em 1971, com o título “Na margem do silêncio”. Entre 1975 e 2000, foi crítico literário na revista África, no Jornal de Notícias, no Faro de Vigo e no semanário Expresso. Reuniu a sua obra poética no título “Todo o trabalho toda a pena”, comemorativo dos 45 anos de edição.

Do último poema do livro que sugerimos, retiro agora a última quadra, fazendo minhas as suas palavras:

“Desde aqui, deste corpo nascido,

húmido de paz e giestas,

recolhe Deus o coração florido

e deseja a todos; Boas-Festas!”

25 agosto 2017

Biblioterapia


A Associação Portuguesa de Escritores e a plataforma escritores.online acabam de lançar uma nova proposta de edição de obras, a qual pretende ser uma alternativa às atuais soluções de publicação de livros.
O e-manuscrito é uma obra em formato digital, sem intervenção de terceiros, que passa diretamente do escritor para o leitor através da plataforma:
www.escritores.online/downloads
O preço fixo de 2,99€ permite ao leitor, obter, em qualquer parte do mundo, de uma forma prática e económica, obras em língua portuguesa de diferentes géneros e autores.
À disposição dos leitores já se encontra o meu e-manuscrito “Biblioterapia”, que poderão adquirir aqui.

“Curupira Pirapora” de Tatiana Salem Levy e Vera Tavares

Hoje sugiro a leitura de “Curupira Pirapora”, uma aventura com sotaque do português do lado de lá do Oceano Atlântico. 
Curupira Pirapora é um ser fantástico, que vive sozinho na floresta. Tem cabelos vermelhos, pelos verdes, olhos amarelos, pés virados para trás e morre a rir quando assusta os incautos visitantes.
Janaína é uma menina da cidade, cheia de pulseiras e brincos, que passa as férias com os seus avós índios, mas tem muito medo de bichos, plantas e sons.
Certo dia, os dois tropeçam um no outro e ambos apanham um susto. Porém e apesar das suas diferenças, eles unem-se numa imensa aventura na Amazónia. Quem não ficará nem um bocadinho feliz com esta amizade será um tolo caçador, capaz de chegar à lua com um só salto.
Na cultura brasileira, mameluco é uma pessoa com ascendência branca e indígena e curupira é uma das figuras mais conhecidas do folclore do Brasil. Diz a lenda brasileira que ele é o protetor da fauna e da flora, lutando contra aqueles que as querem destruir.
O livro está recomendado pelo PNL – Plano Nacional de Leitura para apoio a projetos relacionados com a natureza e a defesa do ambiente nos 3º, 4º, 5º e 6 anos de escolaridade. Mas, como acontece com muitos dos livros recomendados para determinada faixa etária, este livro fará as delícias também de qualquer adulto que tenha a sorte de o ler. É uma prazerosa viagem pelo folclore brasileiro, com o qual muitos dos portugueses tiveram o primeiro contacto com a saudosa série televisiva “Sítio do Picapau Amarelo”.
Tão importantes quanto o texto, as ilustrações da portuguesa Vera Tavares transformam o livro numa obra de arte e acrescentam incalculável valor às palavras, à medida que o leitor percorre as páginas do mesmo. Texto e imagem permitem ao leitor realizar uma memorável viagem pelo ambiente da floresta amazónica.
Garanto-vos que não voltarão a ser os mesmos depois de conhecerem Pirapora, Janaína-Mameluca, o tolo caçador e todos os bichos da floresta.
A escritora Tatiana Salem Levy nasceu em 1979. O seu romance “A Chave de Casa” foi o vencedor do Prémio São Paulo de Literatura 2008, na categoria Melhor Livro de Autor Estreante e finalista dos prémios Jabuti e Zaffari & Bourbon. Este romance está publicado no Brasil, Portugal, França, Espanha, Itália e Turquia.
O segundo romance “Dois Rios” (Tinta-da-china, 2012), foi finalista dos prémios PT e São Paulo de Literatura 2012. Publicou ainda dois livros infantis, “Curupira Pirapora” (Prémio FNLIJ) e “Tanto Mar” (Prémio ABL). “Paraíso” foi publicado no Brasil em 2014. 
Vera Tavares nasceu em 1972. Estudou História, variante História da Arte, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Está à frente do design da Tinta da China desde que a editora nasceu, há cerca de uma década.

"Não se pode morar nos olhos de um gato" de Ana Margarida de Carvalho

 Ana Margarida de Carvalho é licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa e dedicou-se ao Jornalismo nós últimos anos. Tem reportagens, contos e poemas espalhados por várias publicações e coletâneas. Editou também o livro infantil “A Arca do É”, ilustrado por Sérgio Marques (cuja leitura em família também sugerimos fortemente).
O seu primeiro romance “Que Importa a Fúria do Mar” valeu-lhe o Grande Prémio de Romance e Novela APE em 2013 e apresentou-nos de imediato uma escritora notável, que depressa ocupou um lugar de destaque no panorama literário nacional.
Não se pode morar nos olhos de um gato” é o seu segundo romance e a nossa sugestão de leitura para o início do verão de 2017. Esta obra foi considerada Livro do Ano 2017 (pela Sociedade Portuguesa de Autores) e vencedora do Prémio Manuel Boaventura.
A narrativa centra-se em finais do século XIX, já depois da abolição da escravatura, quando um tumbeiro clandestino naufraga ao largo do Brasil.
Um grupo de náufragos atinge uma praia intermitente, que desaparece na maré cheia: um capataz, um escravo, um mísero criado, um padre, um estudante, uma fidalga e sua filha, um menino pretinho ainda a dar os primeiros passos. Todos são vencedores na morte, perdedores na vida.
O mar, ao contrário dos seus antecedentes quotidianos, dá-lhes agora uma segunda oportunidade, duas vezes por noite, duas vezes por dia. Ao contrário do que pensam, não estão sós naquela prisão natural, com os penhascos enquanto sentinelas, entre o céu e o mar. Com eles ali vivem todos os seus remorsos e todos os seus fantasmas.
Mais difícil do que se fazerem ao mar ou escalarem precipícios será ultrapassarem as suas diferenças e os preconceitos: os de raça, os de classe social, os de género e os de credo.
Este é um livro que nos ajuda a colocarmo-nos na pele do outro, através de personagens densas e humanas, como a escritora Ana Margarida de Carvalho tão bem sabe criar e partilhar generosamente com os leitores.

06 abril 2017

Apresentação do Livro “O Morcego Bibliotecário” no Palácio Nacional de Mafra

Em destaque no site Escritores-Online (aqui).

"O Morcego Bibliotecário" no Palácio Nacional de Mafra

No próximo domingo, 09 de abril, às 14h30, o livro “O Morcego Bibliotecário” será apresentado no Palácio Nacional de Mafra.
Programa (com entrada gratuita e início às 14h30):
– Visita ao Palácio Nacional de Mafra
– Concerto pelo Coral Infantil e Juvenil da Academia de Música Banda de Ourém
– Apresentação do livro, com a presença dos autores Carmen Zita Ferreira (texto) e Paulo Galindro (ilustração).

05 fevereiro 2016

Uma entrevista com... #1

A amável jornalista Cláudia Gameiro da MedioTejo.net fez uma entrevista comigo. Parece que em mim há muito mais do que uma Biblioteca. Se quiser saber o quê, é seguir por aqui.