05 fevereiro 2016

Uma entrevista com... #1

A amável jornalista Cláudia Gameiro da MedioTejo.net fez uma entrevista comigo. Parece que em mim há muito mais do que uma Biblioteca. Se quiser saber o quê, é seguir por aqui.

13 janeiro 2016

O Pequeno Trevo vai à escola

Esta é a capa do meu último livro, lançado no passado dia 27 de novembro, no Teatro José Lúcio. As ilustrações são de Bruno Gaspar.
Quem comprar este livro está a ajudar a APPC Leiria na construção da "Quinta dos Trevos e Amigos". Todos os direitos de autor revertem a favor desta causa.
Espero que esta história chegue a muitos meninos e meninas.

26 novembro 2015

"O Pequeno Trevo vai à escola" quase a chegar



No dia 27 de novembro, pelas 21h30, na Gala APPC, no Teatro José Lúcio, em Leira, será lançado o livro "Pequeno Trevo vai à escola", escrito por mim e ilustrado por Bruno Gaspar.
Na apresentação Pedro Oliveira (da Companhia “O Nariz”) emprestará a voz ao Pequeno Trevo, com arranjo musical de Nelson Brites.

Este é um projeto que me é muito querido, co financiado pelo Programa de Financiamentos a Projetos pelo INR,I.P (Instituto de Solidariedade, Emprego e Segurança Social do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P.).

Os direitos de autor, quer meus, quer do Bruno Gaspar, revertem a favor da Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Leiria.

Mais informações sobre o evento aqui.

Mais informações sobre o Bruno Gaspar aqui.

01 março 2015

Suspeita n.º 2/2015

"(...) No masters or kings when the ritual begins
 There is no sweeter innocence
Than our gentle sin (...)
  Hozier

"Dois dedos de conversa" no Centro de Estudos de Fátima

Na última edição da TVCEF, a partir do minuto 22, até ao minuto 33, podemos ver a reportagem sobre a minha presença no Centro de Estudos de Fátima, no passado dia 26 de fevereiro.

Muito obrigado a todos os que tornaram este momento possível, em particular à Prof. Marlena, à Prof. Fátima, à Prof. Ivone e ao Prof. Jorge Gonçalves.


07 janeiro 2015

Suspeita n.º 1/2015

“When (…) the crowds don't remember my name
When my hands don't play the strings the same way,
I know you will still love me the same.”

Ed Sheeran - Thinking Out Loud


07 julho 2014

mar sonoro

Fotografia de Nuno Abreu
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho.
Que momentos há em que suponho
Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen


21 abril 2014

"O Bicho de sete cabeças - História de uma eleição democrática" em Palavras Cruzadas

Paulo Freixinho faz Palavras Cruzadas. Não o faz para passar o tempo. Faz Palavras Cruzadas com Literatura, para que o nosso tempo possa ser passado de uma forma melhor.
Em abril dedicou um passatempo ao livro "O Bicho de sete cabeças - História de uma eleição democrática".
Quem já leu o livro e quiser testar a memória pode divertir-se AQUI.
Ao Paulo Freixinho, muito obrigada! Adorei!

"Dois dedos de conversa" - Carmen Zita Ferreira

Foi assim no Sarau Cultural'2014 do Centro de Estudos de Fátima, que tive o prazer de apadrinhar.

21 outubro 2013

Se me esqueceres (pablo neruda)

Quero que saibas
uma coisa.

Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.

Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.

Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.

Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.

Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus.

Pablo Neruda, 
in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

Fotografia de Nuno Abreu

24 setembro 2013

Poema dum funcionário cansado

Poema dum funcionário cansado

A noite trocou-me os sonhos e as mãos
dispersou-me os amigos
tenho o coração confundido e a rua é estreita
estreita em cada passo
as casas engolem-nos
sumimo-nos
estou num quarto só num quarto só
com os sonhos trocados
com toda a vida às avessas a arder num quarto só

Sou um funcionário apagado
um funcionário triste
a minha alma não acompanha a minha mão
Débito e Crédito Débito e Crédito
a minha alma não dança com os números
tento escondê-la envergonhado
o chefe apanhou-me com o olho lírico na gaiola do quintal em frente
e debitou-me na minha conta de empregado
Sou um funcionário cansado dum dia exemplar
Por que não me sinto orgulhoso de ter cumprido o meu dever?
Por que me sinto irremediavelmente perdido no meu cansaço?

Soletro velhas palavras generosas
flor rapariga amigo menino
irmão beijo namorada
mãe estrela música
São as palavras cruzadas do meu sonho
palavras soterradas na prisão da minha vida
isto todas as noites do mundo numa só noite comprida
num quarto só.

António Ramos Rosa

in O Grito Claro, 1958
Fotografia de Luís Silva

22 setembro 2013

mudança de estação

mudança de estação

para te manteres vivo – todas as manhãs
arrumas a casa sacodes tapetes limpas o pó e
o mesmo fazes com a alma – puxas-lhe brilho
regas o coração e o grande feto verde-granulado

deixas o verão deslizar de mansinho
para o cobre luminoso do outono e
às primeiras chuvadas recomeças a escrever
como se em ti fertilizasses uma terra generosa
cansada de pousio – uma terra
necessitada de águas de sons de afectos para
intensificar o esplendor do teu firmamento

passa um bando de andorinhões rente à janela
sobrevoam o rosto que surge do mar – crepúsculo
donde se soltaram as abelhas incompreensíveis
da memória

luzeiros marinhos sobre a pele – peixes
que se enforcam com a corda de noctilucos
estendida nesta mudança de estação.

Al Berto
In «Horto de Incêndio» (poesia), colecção «peninsulares / literatura» (n.º 49),
Assírio & Alvim, Lisboa, junho de 1997 (2.ª ed.), pg. 52

fotografia de Nuno Abreu

19 agosto 2013

carmen zita ferreira aos quadradinhos

Paulo Freixinho faz palavras cruzadas. Não, não passa a vida a passar o tempo a fazer palavras cruzadas.  Elabora Palavras Cruzadas para a revista Caras (Feriaque), Público (Feriaque), Jornal de Notícias (Feriaque), Seleções Reader's Digest, A Voz de Trás-os-Montes, Point24 (Luxemburgo), Portugal Post (Alemanha), entre outros.
Tem uma palavra preferida: Xurdir, que significa fazer pela vida. Publicou o livro "Palavras Cruzadas com Literatura" (Ed. Quetzal) e ofereceu-me este retrato. Se quiserem conhecer um dos seus blogues, siga por aqui.