20 fevereiro 2011
19 fevereiro 2011
I set you free, like radiohead do
I will sneak myself into your pocket
Invisible, do what you want, do what you want
I will sink and I will disappear
I will slip into the groove and cut me up and cut me up
There’s an empty space inside my heart
Where the wings take root
So now I’ll set you free
I’ll set you free
There’s an empty space inside my heart
And it won’t take root
Tonight I’ll set you free
I’ll set you free
Slowly we unfurl
As lotus flowers
And all I want is the moon upon a stick
Dancing around the pit
Just to see what it is
I can’t kick the habit
Just to feed your fast ballooning head
Listen to your heart
We will sink and be quiet as mice
While the cat is away and do what we want
Do what we want
There’s an empty space inside my heart
And now it won’t take root
And now I set you free
I set you free
Because all I want is the moon upon a stick
Just to see what it is
Just to see what gives
Take the lotus flowers into my room
Slowly we unfurl
As lotus flowers
All I want is the moon upon a stick
Dance around a pit
The darkness is beneath
I can’t kick the habit
Just to feed my fast ballooning head
Listen to your heart
16 fevereiro 2011
arte poética
"A poesia é a emoção expressa em ritmo através do pensamento, como a música é essa mesma expressão, mas directa, sem o intermédio da ideia."
Fernando Pessoa
13 fevereiro 2011
03 fevereiro 2011
02 fevereiro 2011
28 janeiro 2011
27 janeiro 2011
25 janeiro 2011
24 janeiro 2011
20 janeiro 2011
19 janeiro 2011
A arte do desvio 2#
D. Júlia acordou com frio.
Desde o segundo em que se levantou até ao segundo em que saiu de casa sentiu frio.
Todos os indícios a levavam a pensar que na rua estaria tudo gelado e por isso saiu porta fora com cuidado. O corpo estava satisfeito com o trabalho que duas mãos quentes tinham feito na sua pele inteira, na noite anterior e tudo havia a fazer para que essa sensação se prolongasse.
Assim que pousou o primeiro pé na calçada, caiu estatelada de costas no chão. Nos milésimos de segundo da queda, viu o céu cinzento, em meio círculo, a passar vertiginosamente diante dos olhos e pensou: “Já está, Júlia. Partiste-te toda.”
Não tinha partido. Mexia as pernas, mexia os braços e mexia o pescoço, apesar de não se conseguir levantar. Era por dentro que estava paralisada.
D. Júlia, faça frio, ou faça sol, a partir esse dia, ao sair de casa, desvia-se do exacto sítio onde pousou o pé nessa manhã. É essa a arte que está a praticar desde então.
Desde o segundo em que se levantou até ao segundo em que saiu de casa sentiu frio.
Todos os indícios a levavam a pensar que na rua estaria tudo gelado e por isso saiu porta fora com cuidado. O corpo estava satisfeito com o trabalho que duas mãos quentes tinham feito na sua pele inteira, na noite anterior e tudo havia a fazer para que essa sensação se prolongasse.
Assim que pousou o primeiro pé na calçada, caiu estatelada de costas no chão. Nos milésimos de segundo da queda, viu o céu cinzento, em meio círculo, a passar vertiginosamente diante dos olhos e pensou: “Já está, Júlia. Partiste-te toda.”
Não tinha partido. Mexia as pernas, mexia os braços e mexia o pescoço, apesar de não se conseguir levantar. Era por dentro que estava paralisada.
D. Júlia, faça frio, ou faça sol, a partir esse dia, ao sair de casa, desvia-se do exacto sítio onde pousou o pé nessa manhã. É essa a arte que está a praticar desde então.
13 janeiro 2011
cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço —
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos,
in "Poemas"
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas —
Essas e o que falta nelas eternamente —;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada —
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Álvaro de Campos,
in "Poemas"
08 janeiro 2011
06 janeiro 2011
05 janeiro 2011
04 janeiro 2011
banda sonora de viagem 6#
Em aditamento, um poema sobre a fantasia, a imaginação e tudo o que neste quarto se tem dito sobre as tretas que inventamos na nossa cabeça. Dedicado, claro está, à outra blogueira deste espaço, que se senta, nesta senda, "next to me", como diz o cantor :)
FANTASIA
Despedacei tanto sonho
ao correr atrás da vida,
que tendo-a por mim segura
e com ela os meus segredos
vi que deixava perdidas
as razões desse correr,
e que tendo enfim a chave
já perdera a fechadura.
Adolfo Casais Monteiro(1908-1972)
02 janeiro 2011
01 janeiro 2011
30 dezembro 2010
tudo para a rua e é já
Anda, desliga o cabo,
que liga a vida, a esse jogo,
joga comigo, um jogo novo,
com duas vidas, um contra o outro.
Já não basta,
esta luta contra o tempo,
este tempo que perdemos,
a tentar vencer alguém.
Ao fim ao cabo,
o que é dado como um ganho,
vai-se a ver desperdiçamos,
sem nada dar a ninguém.
Anda, faz uma pausa,
encosta o carro,
sai da corrida,
larga essa guerra,
que a tua meta,
está deste lado,
da tua vida.
Muda de nível,
sai do estado invisível,
põe o modo compatível,
com a minha condição,
que a tua vida,
é real e repetida,
dá-te mais que o impossível,
se me deres a tua mão.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
Anda, mostra o que vales,
tu nesse jogo,
vales tão pouco,
troca de vício,
por outro novo,
que o desafio,
é corpo a corpo.
Escolhe a arma,
a estratégia que não falhe,
o lado forte da batalha,
põe no máximo o poder.
Dou-te a vantagem, tu com tudo, eu sem nada,
que mesmo assim, desarmada, vou-te ensinar a perder.
Sai de casa e vem comigo para a rua,
vem, q'essa vida que tens,
por mais vidas que tu ganhes,
é a tua que,
mais perde se não vens.
28 dezembro 2010
sem especificar lá muito bem...
Quando eu nascer vou ser do bem
Quando eu quiser vou ser alguém
Vou me libertar largando o chão
Para poder subir ao meu verão
Então, meu bem, vou ser alguém
Quando eu nascer vais ver, meu bem
Quem me encontrar vai querer sorrir
Quem me descobrir vai querer ficar
Vou fazer feliz o mundo vão
Então, meu bem, vou ser alguém
Meu sopro aquece a água fria
Meu nome para abraçar o dia
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