18 novembro 2010
16 novembro 2010
«O bicho-de-sete-cabeças - História de uma eleição democrática» - Uma obra para crianças e não só
Ilustrada por Sandra Serra e com posfácio de Eduardo Marçal Grilo, o livro conta a história e uma eleições em que o vencedor é um bicho-de-sete-cabeças, onde cada cabeça representa uma qualidade indispensável para quem se propõe exercer um cargo de serviço público. Na hora da coroação surgem os problemas porque é preciso escolher a cabeça a coroar. E qual delas é a mais importante? Após o impasse gerado pela discussão, surge a solução. Mas essa, como dizia a autora no dia do lançamento, será para os leitores descobrirem.
Uma história extremamente bem contada e ilustrada, escrita para crianças mas que não faz mesmo mal nenhum ser lida e absorvida por adultos.
A apresentação decorreu na sede da AMBO, após a audição dos jovens cantores do coral infantil e juvenil da associação dirigidos pelo maestro Paulo Honório.
A vice-presidente da AMBO, Ana André começou por manifestar a sua satisfação pelo facto do lançamento estar a decorrer na AMBO, até porque Carmen Zita é «uma filha da casa» sendo mesmo que «toda a sua família é da casa». Considera importante «que decorram aqui estas iniciativas culturais» e defende que, na era das novas tecnologias é sempre uma «grande satisfação o lançamento de um livro infantil, com uma história muito bem concebida e com excelentes ilustrações».
Em representação da Câmara esteve o vice-presidente e vereador da Cultura que salientou o facto da sala se encontra cheia o que considera ser «algo de sublinhar». E porque «um livro para crianças, lê-se rapidamente por um adulto» José Alho afirma ter feito «esse exercício» o que o faz dizer «que bom seria que os decisores tivessem todas estas cabeças para pôr ao serviço das suas comunidades».
Gracejando, Alho afirma que «está tão simplesmente escrito que até os adultos percebem» e termina a prometer que vai «tentar ser um bicho-de-sete-cabeças na minha quota-parte de responsabilidade».
João Manuel Ribeiro, da editora «trinta por uma linha» começou por felicitar a AMBO e a Câmara por se associarem e apoiarem este lançamento e refere o momento musical a que assistiu para defender a importância da música para as crianças.
Quanto ao livro em questão, garante que a editora o iria publicar de qualquer maneira, mas manifesta a sua satisfação por a Câmara e o Governo Civil se terem associado à sua publicação. Até porque, afirma, «os livros infantis têm características próprias», são lidas não apenas as palavras mas também as imagens. Por isso, garante, «se este livro não fosse bom, não o editávamos», até porque, «só editamos livros que valham a pena».
Carmen Zita estava visivelmente emocionada naquela «casa onde cresci e me desenvolvi como cidadã». Diz que «aqui aprendi a trabalhar para o colectivo e a valorizar o indivíduo e o que cada um pode oferecer, individualmente, ao colectivo».
Agradece à Câmara, Governo Civil e ilustradora, mas também a Marçal Grilo que confessa não conhecer pessoalmente mas que admira e que aceitou fazer o posfácio após ter lido o livro que lhe enviou por mail.
De referir ainda que a Associação Promotora do Ensino dos Cegos (APEC) traduziu a obra para Braille, passando desse modo a ficar também disponível para crianças invisuais e para os pais invisuais que desejem ler as histórias aos seus filhos. Esta obra em Braille vai ser oferecida pela autora a cinco bibliotecas do país."
Notícias de Ourém, edição de 12 de Novembro de 2010
13 novembro 2010
A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent silence
This is my final fit, my final bellyache with
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises please
Such a pretty house and such a pretty garden
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises please (let me out of here)
06 novembro 2010
05 novembro 2010
Let's just breathe
Yes I understand that every life must end,
As we sit alone, I know someday we must go,
I'm a lucky man to count on both hands
The ones I love...
Some folks just have one
Others they got none,
Stay with me
Let's just breathe
Practiced are my sins
Never gonna let me win,
Under everything, just another human being,
Yea, I don't wanna hurt, there's so much in this world
To make me bleed
Stay with me
You're all I see
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean
I wonder everyday
As I look upon your face,
Everything you gave
And nothing you would take,
Nothing you would take
Everything you gave
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me 'till I die
Meet you on the other side.
04 novembro 2010
O bicho, suas sete cabeças e a sua ilustradora

É Designer Gráfica e Ilustradora desde 1994, tendo sido várias vezes mencionada como uma das actuais referências da ilustração infanto-juvenil nacional.
Estudou na ARCO, onde terminou o Curso de Design Gráfico. É sócia, desde 2007, da empresa Espiral Inversa.
É imperioso destacar o trabalho da Sandra Serra, uma excelente profissional, talentosa e criteriosa, qualidades essenciais para que o produto final apresente qualidade estética, funcional e lúdica.
Poder trabalhar com a Sandra Serra foi uma das melhores consequências desta minha incursão pela Literatura Infantil.
Aqui estão (apenas) alguns dos livros ilustrados com a sua mestria:
- “A Carochinha e o João Ratão” – Luísa Ducla Soares – Civilização, 2005;
- “D. Inês de Castro” – Ana Oom (adaptação) – Zero a Oito, 2007;
- “Alana a Bailarina das Águas” – Alice Cardoso – Nova Gaia, 2007;
- “Uma Família Inglesa” – Júlio Dinis (adap. Manuel Jorge Marmelo) – Quasi, 2008;
- “Livro com cheiro a caramelo” – Alice Vieira – Texto Editores, 2008;
- “Os Sapatos do Pai Natal” – José Fanha – Gailivro, 2008;
- “Histórias que contei aos meus filhos” – Fernando Nobre – Oficina do Livro, 2008;
- “A revolta das frases” – Maria Almira Soares – Dom Quixote, 2009;
- “Vamos a votos” – José Jorge Letria – Texto Editores, 2009.
19 outubro 2010
18 outubro 2010
14 outubro 2010
13 outubro 2010
12 outubro 2010
galeria sentimental
11 outubro 2010
is there someting wrong?
You'd maybe think there's something wrong
I'm not a man of too many faces
The mask I wear is one
Those who speak know nothing
And find out to their cost
Like those who curse their luck in too many places
And those who fear are lost ".
08 outubro 2010
Mario Vargas Llosa

Prémio Nobel da Literatura em 2010, Mário Vargas Llosa sucede a Herta Müller, Jean-Marie Gustave Le Clézio, Doris Lessing, Orhan Pamuk e Harold Pinter, distinguidos com o galardão nos últimos cinco anos.
Destacamos as seguintes obras do autor, que se encontram editadas em Portugal:
“A guerra do fim do mundo” (Bertrand, 1984);
“História de Mayta” (D. Quixote, 1987);
“A cidade e os cães” (Europa-América, 1977/ Dom Quixote, 2002);
“Quem matou Palomino Molero?” (Dom Quixote, 1988);
“Elogio da madrasta” (Dom Quixote, 1989);
“O falador” (Dom Quixote, 1989);
“A tia Júlia e o escrevedor” (Dom Quixote, 1988);
“Pantaleão e as visitadoras” (Europa-América, 1975/ Dom Quixote. 2001);
“Conversa na catedral” (Europa-América, 1972/ Dom Quixote, 1997);
“Como peixe na água: memórias” (Dom Quixote, 1994);
“Lituma nos Andes” (Dom Quixote, 1994);
“A guerra do fim do mundo” (Círculo de Leitores, 1995);
“Cadernos de Dom Rigoberto” (Dom Quixote, 1998);
“Cartas a um jovem romancista” (Dom Quixote, 2000/Círculo Leitores, 1999);
“A festa do chibo” (Dom Quixote, 2001/ Círculo de Leitores, 2001);
“A casa verde” (Dom Quixote, 2002);
“O paraíso na outra esquina” (Dom Quixote, 2003);
“A tia Júlia e o escrevedor” (Dom Quixote, 2003);
“Travessuras da menina má” (Dom Quixote/Círculo de Leitores, 2006);
“Israel Palestina: paz ou Guerra Santa” (Quasi, 2007);
“Diário do Iraque” (Quasi, 2007).
O seu próximo livro, El Sueño del Celta (O Sonho do Celta), vai ser editado em Portugal, ainda este ano, pela Quetzal, do grupo Porto Editora.
07 outubro 2010
para ti, amiga
Fernando Pessoa
06 outubro 2010
A poesia não contribui para o PIB, logo, não deve ser subsidiada?
04 outubro 2010
24 setembro 2010
Hotel Memória (2007)

Apesar de achar que nunca será capaz de a conquistar, acaba por ser correspondido no seu amor, embora não chegue nunca a decifrar inteiramente os mistérios que envolvem a rapariga. É por isso também que a morte desta, brutal e inesperada, o vai encher de culpa e remorso e lançá-lo numa espiral descendente que o transformará num autêntico vagabundo.
É então que, sem dinheiro nem bens, o protagonista chega ao Hotel Memória, um estranho lugar na Baixa de Manhattan que parece destinado a albergar criaturas perdidas; e é também aí que conhece Samuel, um excêntrico milionário que o desafia a procurar um fadista português desaparecido, Daniel da Silva, emigrado para os Estados Unidos na década de sessenta. A pouco e pouco, deparando-se com o inesperado a cada esquina, o narrador vai-se embrenhando nesse mistério por resolver e a busca por Daniel da Silva transforma-se na busca do seu próprio eu, da sua identidade perdida e do seu passado.
Tendo Nova Iorque como pano de fundo, dos anos sessenta até ao presente, e criando a figura inesquecível de Daniel da Silva, o fadista que conquista Manhattan com o seu talento, Hotel Memória é, ao mesmo tempo, um romance de mistério, um policial e uma aventura. Inspirado pela ficção de Edgar Allan Poe e de Melville, que são referências constantes, é um livro ao mesmo tempo intrigante e comovente, que lida com os fantasmas da memória, da culpa e da redenção.
“Hotel Memória é um livro cheio de garra, cru e voraz. Nele estão estampados mundos extremos de emoções, desde o mais inebriante amor, a solidão estéril e a dor cáustica. Nele é possível ouvir com clareza a voz do seu autor, João Tordo. Uma voz que vale a pena continuar a acompanhar com toda a atenção.”
Susana Nogueira
“Romance passado em Nova Iorque, com epílogo em São Francisco, impregnado de uma atmosfera tipicamente americana, dotado de um estilo cuidadamente lírico, romântico, que eleva a escrita jornalística corrente (profissão do autor) a literatura, povoado de personagens desenraizadas (mexicanos, ingleses, portugueses, russos, chineses...), de seres inocentes (Kim) e generosos (Manuel) e de seres escabrosos (chineses dos restaurantes; máfia russa substituta da italiana), de prédios em ruínas habitados por famílias arruinadas, cruzando simultaneamente o apelo nostálgico do fado com a vivacidade do jazz e a atmosfera universitária com o ambiente sórdido das ruas dos velhos bairros nova-iorquinos (...) João Tordo retrata nos seus romances os elementos principais das metrópoles do final do século XX. A solidão, o desenraizamento, o abandono existencial, o vazio ontológico, apenas preenchidos pela futilidade, o anonimato e a banalidade do mal, que o herói combate, criando uma vontade de rectidão e justiça (...) Romance de leitura obrigatória, revelando um futuro grande escritor.”
Miguel Real, Jornal de Letras
“Neste regresso, João Tordo confirma o seu talento com um romance que mistura géneros (mistério, policial, aventura. [...] A maioria das personagens são homens e, apesar de se estar dentro de um universo predominantemente masculino, com violência, sexo, drogas e álcool, acabam por ser acções das mulheres a fazer com que as personagens, na sua imensa solidão, sejam levadas ao limite. E quando se atinge o limite o que se faz? Morremos com a lidar com a culpa ou lutamos pela redenção? A resposta está em Hotel Memória.”
21 setembro 2010
16 setembro 2010
O bom inverno
14 setembro 2010
João Tordo em Ourém
João TordoVencedor do Prémio Literário
JOSÉ SARAMAGO em 2009
"Um enorme romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela força misteriosa da escrita."
António Pedro-Vasconcelos, Sol
"O novo romance do século XXI em Portugal."
João Céu e Silva, Diário de Notícias
"Estamos diante de um escritor cuja notável vocação narradora não se furta em nenhum momento de analisar a brutalidade da vida”
Nelida Piñon
Biblioteca Municipal de Ourém
25 de Setembro de 2010
João Tordo
João Tordo nasceu em Lisboa, em 1975. Formou-se em Filosofia e estudou Jornalismo e Escrita Criativa em Londres e em Nova Iorque. Trabalha como guionista, tradutor, cronista e formador em workshops de ficção.
Escreveu, em parceria, o guião para a longa-metragem Amália, a Voz do Povo (2008). Foi vencedor do prémio Jovens Criadores em 2001.
Publicou os romances, O Livro dos Homens Sem Luz (2004), Hotel Memória (2007) e As Três Vidas (2008), tendo conquistado com este último o Prémio José Saramago 2009, da Fundação Círculo de Leitores, para o melhor romance em língua portuguesa escrito por um autor com menos de 35 anos.
O Bom Inverno é o seu último romance, editado em Setembro em curso, pela Dom Quixote.
Está, de momento, a terminar um novo romance curto e vertiginoso.
Acerca do livro “As três vidas” (sinopse oficial):
Quem é António Augusto Millhouse Pascal? Que segredos rodeiam a vida deste homem de idade, que se esconde do mundo num casarão de província, acompanhado de três netos insolentes, um jardineiro soturno e uma lista de clientes tão abastados e vividos, como perigosos e loucos? São estes os mistérios que o narrador, um rapaz de uma família modesta, vai procurar desvendar não podendo adivinhar que o emprego que lhe é oferecido por Millhouse Pascal se irá transformar numa obsessão que acabará por consumir a sua própria vida.
Passando pelo Alentejo, por Lisboa e por Nova Iorque, em plenos anos oitenta - época de todas as ganâncias - desvendando o passado turbulento do seu patrão - na Guerra Civil Espanhola e na Segunda Guerra Mundial -, As Três Vidas é uma viagem de autodescoberta através do “outro”.
Cruzando a história sangrenta do século XX com a história destas personagens, este romance é também sobre a paixão do narrador por Camila, a neta mais velha de Millhouse Pascal e sobre a procura pelo destino secreto que a aguarda; que estará, tal como o do seu avô, inexoravelmente ligado ao destino de um mundo que ameaça, a qualquer momento, resvalar da estreita corda bamba sobre a qual se sustém.
Acerca do livro “O Bom Inverno” (sinopse oficial)
Quando o narrador, um escritor prematuramente frustrado e hipocondríaco, viaja até Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Coxo, portador de uma bengala, e planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer Vincenzo Gentile, um escritor italiano mais jovem, mais enérgico, e muito pouco sensato, que o convence a ir da Hungria até Itália, onde um famoso produtor de cinema tem uma casa de província no meio de um bosque, escondida de olhares curiosos, e onde passa a temporada de Verão à qual chama, enigmaticamente, de O Bom Inverno. O produtor, Don Metzger, tem duas obsessões: cinema e balões de ar quente. Entre personagens inusitadas, estranhos acontecimentos, e um corpo que o atraiçoa constantemente, o narrador apercebe-se que em casa de Metzger as coisas não são bem o que parecem. Depois de uma noite agitada, aquilo que podia parecer uma comédia transforma-se em tragédia: Metzger é encontrado morto no seu próprio lago. Porém, cada um dos doze presentes tem uma versão diferente dos acontecimentos. Andrés Bosco, um catalão enorme e ameaçador, que constrói os balões de ar quente de Metzger, toma nas suas mãos a tarefa de descobrir o culpado e isola os presentes na casa do bosque. Assustadas, frágeis, e egoístas, as personagens começam a desabar, atraiçoando-se e acusando-se mutuamente, sob a influência do carismático e perigoso Bosco, que desaparece para o interior do bosque, dando início a um cerco. E, um a um, os protagonistas vão ser confrontados com os seus piores medos, num pesadelo assassino que parece só poder terminar quando não sobrar ninguém para contar a história.
13 setembro 2010
A lembrar um dia de chuva... ou apenas o começo
Só depois dói e se lhe dá nome.
Às vezes chamam-lhe paixão.
Que pode acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão,
os dedos desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo.
Aqueles cabelos,
as suas gotas de água são o começo,
apenas o começo.
Antes do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações.
Eugénio de Andrade
31 agosto 2010
palavras
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixam de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens que guardam
o seu segredo e a sua posição.
Mário Cesariny





