09 julho 2010

Pedro Almeida Vieira em Ourém


No próximo dia 10 de Julho, pelas 21h00, o escritor Pedro Almeida Vieira estará no Museu Municipal de Ourém – Casa do Administrador, para apresentar o seu mais recente romance “Corja Maldita”, com a chancela da Sextante/Porto Editora.
O livro retrata a segunda metade do século XVIII, quando a poderosa Companhia de Jesus se vê envolvida pelo futuro Marquês de Pombal no processo dos Távora. Em França torna-se um alvo a abater pelos janesistas parisienses e em Espanha é transformada em bode expiatório no rescaldo de um motim.

Corja maldita


Pedro Almeida Vieira

Escritor e jornalista português, nasceu em Coimbra (Beira Litoral), em 17 de Novembro de 1969, licenciou-se em Engenharia Biofísica na Universidade de Évora em 1993.
Dois anos mais tarde tornar-se-ia jornalista «free-lancer», com colaborações nos jornais Expresso e Diário de Notícias, bem como nas revistas Forum Ambiente e Grande Reportagem. Em 2003 foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Ambiente «Fernando Pereira», pela Confederação Portuguesa das Associações de Defesa do Ambiente, pela sua contribuição, como jornalista, para as causas ambientais.
Em 2003 publicou um ensaio ambiental intitulado «O Estrago da Nação», repetindo esta temática em 2006, com a publicação do livro «Portugal: O Vermelho e o Negro», sobre os incêndios florestais. A sua estreia literária surgiu com o romance «Nove mil passos» (2004), sobre a construção do Aqueduto das Águas Livres, seguindo-se «O Profeta do castigo divino» (2005) - que aborda a vida do jesuíta Gabriel Malagrida e a ascensão política do Marquês de Pombal, com enfoque no período anterior ao terramoto de Lisboa de 1755 -, «A mão esquerda de Deus» (2009) - obra finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que constitui uma reconstrução da heterodoxa vida de Alonso Perez de Saavedra, o suposto falso núncio que criou a Inquisição lusitana, durante o reinado de D. João III de Portugal - e «Corja maldita» (2010), um romance que incide sobre o processo de extinção da Companhia de Jesus na segunda metade do século XVIII.
Actualmente, está a escrever um ensaio sobre censura e crítica literárias no período do barroco.


“Corja maldita” - Sinopse oficial do livro:
Na segunda metade do século XVIII, a todo-poderosa Companhia de Jesus vê-se envolvida pelo futuro marquês de Pombal no processo dos Távoras, em França torna-se um alvo a abater pelos jansenistas parisienses e em Espanha é transformada em bode expiatório no rescaldo de um motim. Em 1773 acabaria suprimida pelo papa Clemente XIV, após um conclave envolto em corrupção. Tudo isto se retrata neste livro.
Estamos perante, pois então, um romance histórico?
De acordo com o editor: sim, definitivamente.
Segundo o narrador, que se assume afinal como o verdadeiro autor: não, é uma crónica verídica.
Para a alma penada do padre Gabriel Malagrida, é uma reputada heresia; este livro deveria ser queimado... Queimado?! Não, guilhotinado... e jamais lido.
O (presumido) autor não confirma nem desmente.
Na dúvida, será uma cornucópia de imaginação e criatividade.

06 julho 2010

Canção de embalar bonequinhas pobres



Menina dos olhos doces
adormece ao meu cantar:
Tenho menina de trapos,
tenho uma voz de luar...

Os meus braços são a lua
quando ela é quarto crescente:
dorme menina de trapos,
meu pedacinho de gente.

Matilde Rosa Araújo
in "As cançõezinhas da Tila" (1998)

Alberto Manguel ou a clarividência dos sábios

“Na Idade Média, amarrava-se as crianças ao berço para as imobilizar. Hoje, amarramos a mente das crianças exactamente da mesma forma. Se me confiarem uma turma de crianças, comprometo-me a fazer com que elas leiam Camões com muitíssimo entusiasmo. É preciso dizer-lhes que são inteligentes e que vão conseguir ler essa obra. As crianças adoram palavras complicadas, termos difíceis, histórias onde não se percebe tudo. Mas a indústria não quer isso, quer tornar as coisas mais simples.”

Alberto Manguel, aqui

30 junho 2010

Hugo Santos na Biblioteca Municipal de Ourém



O escritor Hugo Santos estará, no próximo dia 03 de Julho, pelas 17h00, na Biblioteca Municipal de Ourém, para apresentar o seu mais recente livro “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”.
A apresentação da obra estará a cargo do poeta e dramaturgo Domingos Lobo e haverá um momento de declamação de poemas de Hugo Santos, na voz e mestria de Jorge Lino.
No final, a oportunidade de conversar com o autor e adquirir a obra apresentada, a preço de feira do livro. A não perder.


Nota biográfica:
Hugo Santos nasceu em Campo Maior e foi professor do 1.º Ciclo.
A sua obra literária fala da beleza do Alentejo raiano e reflecte o espaço da casa, da família e do silêncio, cheio de vozes, da planície.
Poeta, contista e romancista, muitos dos seus livros foram premiados. Foi vencedor do Prémio de Poesia Mário Viegas, Prémio Miguel Torga (romance), Prémio Nacional de Conto Manuel da Fonseca e Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama.
Entre as suas obras principais contam-se: Os Rios Sobre a Parede (poesia), O Domador de Pássaros (poesia), A Mulher de Neruda (romance), O Segundo Ofício das Nostalgias (contos) e As Mulheres que Amaram Juan Tenório (romance).
Em 2008 publicou o livro “Eu, a casa, os bichos e outras coisas”, recomendado pelo PNL para leitura orientada na sala de aula com alunos do 5º e 6º ano de escolaridade que ainda não adquiriram hábitos de leitura.
Em Março de 2010 lançou o livro “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”.


Sinopse por Urbano Tavares Rodrigues – “Os labores de Adão e os artifícios de Eva”
Os Labores de Adão e os Artifícios de Eva é um livro brilhante e profundo onde Hugo Santos nos dá, com o seu talento verbal e a sua extrema sensibilidade, a visão que dos mesmos amores vividos têm os homens e as mulheres que os partilharam. É notória a maior riqueza de apreensão e análise do vivido por parte das mulheres, o que não causa surpresa a quem tenha acompanhado a obra poética e ficcional de Hugo Santos.
Poucos escritores em Portugal terão essa sua intuição, esse seu conhecimento do feminino, que o torna um verdadeiro sedutor, ou seja, um cúmplice da mulher nos seus desejos e segredos. Só essa sua «alma feminina» lhe permitiria escrever tantas páginas de sedução e entendimento da mulher.
Pela qualidade da escrita, pela riqueza dos entrechos, pela magia dos sentimentos e da sua escalpelização, Os Labores de Adão e os Artifícios de Eva é um admirável livro de contos ou, se o quisermos ver de outro modo, um romance feito de múltiplas narrativas. Obra para ler e meditar, breviário de amor.” [Urbano Tavares Rodrigues]

18 junho 2010

O grande Saramago

“Como serão as coisas quando não estamos a olhar para elas? Esta pergunta, que cada dia me vem parecendo menos disparatada, fi-la eu muitas vezes em criança, mas só a fazia a mim próprio, não a pais nem professores porque adivinhava que eles sorririam da minha ingenuidade (ou da minha estupidez, segundo alguma opinião mais radical) e me dariam a única resposta que nunca me poderia convencer: “As coisas, quando não olhamos para elas, são iguais ao que parecem quando não estamos a olhar”. Sempre achei que as coisas, quando estavam sozinhas, eram outras coisas. Mais tarde, quando já havia entrado naquele período da adolescência que se caracteriza pela desdenhosa presunção com que julga a infância donde proveio, acreditei ter a resposta definitiva à inquietação metafísica que atormentara os meus tenros anos: pensei que se regulasse uma máquina fotográfica de modo a que ela disparasse automaticamente numa habitação em que não houvesse quaisquer presenças humanas, conseguiria apanhar as coisas desprevenidas, e desta maneira ficar a conhecer o aspecto real que têm. Esqueci-me de que as coisas são mais espertas do que parecem e não se deixam enganar com essa facilidade: elas sabem muito bem que no interior de cada máquina fotográfica há um olho humano escondido… Além disso, ainda que o aparelho, por astúcia, tivesse podido captar a imagem frontal de uma coisa, sempre o outro lado dela ficaria fora do alcance do sistema óptico, mecânico, químico ou digital do registo fotográfico. Aquele lado oculto para onde, no derradeiro instante, ironicamente, a coisa fotografada teria feito passar a sua face secreta, essa irmã gémea da escuridão. Quando numa habitação imersa em total obscuridade acendemos uma luz, a escuridão desaparece. Então não é raro perguntar-nos: “Para onde foi ela?” E a resposta só pode ser uma: “Não foi para nenhum lugar, a escuridão é simplesmente o outro lado da luz, a sua face secreta”. Foi pena que não mo tivessem dito antes, quando eu era criança. Hoje saberia tudo sobre a escuridão e a luz, sobre a luz e a escuridão.”
José Saramago
(1922-2010)

08 junho 2010

Mocidade Portuguesa (ou o discreto revivalismo que nos entra pelos olhos dentro)

A notícia de que, em Aveiro, mais de 1200 crianças se vão vestir com fardas da Mocidade Portuguesa, para comemorar os 100 anos da Implantação da República deixou-me boquiaberta.
Já cheguei a pensar que se as pessoas que mais fizeram pela Implantação da República em Portugal, no início do séc. XX, soubessem o que iria acontecer nas décadas seguintes, concretamente no Estado Novo, não teriam lutado para que tal se efectivasse. No entanto, no início do séc. XX, era impossível prever tais desenvolvimentos (há que fazer a ressalva). Agora, em pleno séc. XXI, o que leva um Agrupamento de Escolas a organizar um evento destes? Com tantos aspectos positivos a destacar, nos últimos 100 anos, qual o objectivo desta iniciativa?
Se “apenas um pai manifestou que não gostaria de ver a sua filha vestida com aquela indumentária”, conforme disse a responsável pelo projecto, então estamos mal. Há realmente qualquer coisa que me faz ter a certeza de que, muitas vezes, não há qualquer vantagem em alinhar com a maioria e que, por muito que nos possa custar, há algumas propostas do meio escolar que temos mesmo que recusar.

05 junho 2010

Brinquedo

A propósito de uma acção de formação em que as colaboradoras deste “4.º que sente” participaram, fica um poema de Miguel Torga.
Lembro, com muita satisfação, que o formador recorreu (pelo menos em três momentos diferentes) à poesia para exemplificar o seu ponto de vista. Fico contente, pois claro que fico contente.

Brinquedo

Foi um sonho que eu tive:
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel.
E o menino, ao vê-la assim, sorriu
E cortou-lhe o cordel.
Miguel Torga

21 maio 2010

Heidegger and a hippo


“É impossível sentirmos objectivamente a nossa morte e continuarmos a cantar sem desafinar.”
Woody Allen

Comprei (sei que há quem diga por aí que temos de cortar nas coisas supérfluas e eu até concordo; mas a nossa noção de supérfluo é que difere, meus amigos)…
Dizia eu, comprei o livro “Heidegger e um hipopótamo chegam às portas do paraíso”, que saiu no passado mês de Abril, com edição da Dom Quixote/Leya.
O subtítulo do livro avisa: “Através da Filosofia (e de piadas!), explica-se a vida, a morte, a vida depois da morte e todos os entretantos”.
Os autores são Thomas Cathcart e Daniel Klein, que na contracapa aparecem numa fotografia deliciosa, ombro a ombro, vestidos de anjos, em frente a um grande portão, entre nuvens brancas e céu azul.
Comecei a ler o livro assim que o comprei e digo-vos, desconfio que foram os €14,50 mais bem gastos do ano. Logo vos digo se a minha suspeita se confirma.
Por enquanto passeiem por aqui. Parece-me uma boa forma de gastarmos mais uns minutos da nossa vida, antes que ela acabe.

17 maio 2010

(im)provérbios

Ilustração de Flávia Leitão

Convido-vos a ouvir o áudio livro (im)provérbios (para tal basta clicar sobre a capa do livro), com texto de João Manuel Ribeiro, retirado do blog "letra pequena", de Rita Pimenta (com link aqui ao lado).

16 maio 2010

A BRINCAlhaR


João Manuel Ribeiro esteve na Biblioteca Municipal de Ourém.
O contacto com o escritor faz-se com um sorriso nos lábios. As suas histórias, a maneira como o ritmo e a rima surgem naturalmente, até no meio de uma conversa, a forma como as palavras que traz consigo chegam até nós, fazem com que o encontro com o autor seja inesquecível.
Deixo-vos um dos poemas que entoámos, todos juntos, ontem e desafio-vos a acrescentarem, nos comentários, umas quadras "ao jeito" destas, sobre outros animais:

EU TIVE
Eu tive um cãozinho
chamado Alegria,
chorava de noite,
ladrava de dia.

Eu tive um gatinho
chamado Bonifrate,
comia salgados
e bebia chocolate.

Eu tive um ratinho
chamado Pimpolho,
morria por queijo,
marmelada e piolho.

Eu tive um passarinho
chamado Liberdade,
faz tempo que morreu,
ainda sinto saudade.

João Manuel Ribeiro
in Poemas para brincalhar,
Ed, Trinta por uma linha, 2009

11 maio 2010

David Fonseca@Lado B - Videos David Fonseca

Digam lá se há melhor do que isto.

http://www.davidfonseca.com/videos/david-fonsecalado-b/live

Poemas para brincalhar

É já no próximo sábado que o escritor João Manuel Ribeiro vai estar na Biblioteca Municipal de Ourém, pelas 17 horas, para apresentar a sua obra, incluindo o livro “Poemas para brincalhar”.
Os miúdos (e os graúdos) vão poder ouvir o autor, fazer-lhe perguntas, pedir-lhe um autógrafo e até apreciar os originais de algumas das ilustrações usadas nos seus livros infantis.


O livro “Poemas para brincalhar” faz parte da Mini-biblioteca essencial fnac e e conta com as ilustrações de Anabela Dias, cujo trabalho pode também ser admirado no seu blog pessoal anabela ilustra dias.



João Manuel Ribeiro nasceu em Oliveira de Azeméis, em 1968.
É licenciado em Teologia.
Mestre em Teologia Sistemática pela Faculdade de Teologia do Porto, da Universidade Católica Portuguesa, com uma tese sobre "Um Itinerário da Modernidade em Portugal - A Evolução Espiritual de Antero de Quental".
Mestre em Supervisão Pedagógica e Formação de Formadores na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, com dissertação sobre “A Poesia no 1.º Ciclo do Ensino Básico – Das Orientações Curriculares às Decisões Docentes”.
Nesta mesma Faculdade prepara tese de doutoramento em Ciências da Educação sobre “A Poesia na Escola – Organização do Ensino e Compreensão da Literariedade”.
Recentemente tem-se dedicado à escrita para crianças, acompanhando tal processo com um trabalho de dinamização da literatura em Escolas Básicas do 1.º Ciclo e colégios, quer através de oficinas de escrita criativa, quer através de encontros onde diz poesia.
Para crianças publicou: Estrela e Príncipe da Paz (2005), O Encanta Pardais Voador (2006), O Natal do Ratinho Daniel e outros versos (2006), Rondel de Rimas para Meninos e Meninas (2008), A Menina das Rosas (2008), (Im)Provérbios (2008), Poemas da Bicharada (2008), Um, dois, três - Um mês de cada vez (2008), Poemas para Brincalhar (2009), Alfabeto de Adivinhas (2009), Pontos sem nó (2009), Gémeos (2009), A Casa Grande (2009), Romanceiro de Natal (2009, com Vergílio Alberto Vieira) e Raras Aves Raras (2010).
Publicou ainda os seguintes livros de poesia: Regras do mel e da flor (2002), Amores quase perfeitos e outras arritmias (2002), Livro de Explicações (2003), A circulação precoce dos relâmpagos (2007), O Anjo acocorado (2009), Trajectória inconsútil do desejo (2009).

10 maio 2010

outro modo de olhar

Havia em cima do muro da casa
uma vaca deitada ao sol, de pernas para o luar,
um melro depenado, só com uma asa,
uma girafa com dificuldade em respirar

e um menino muito pequenino a sonhar
que nada devia ser assim tão cruel:

Para a vaca inventou um tropel,
para o melro, um céu, ainda que de papel,
para a girafa, uma corrente de ar
e para o poeta, outro modo de olhar.

João Manuel Ribeiro
in “Rondel de rimas para meninos e meninas”
Ed. Trinta por uma linha, 2008, pg 19
(Obra recomendada pelo PNL - Ler+)

João Manuel Ribeiro na Biblioteca Municipal de Ourém


18 abril 2010

Feira do Livro de Ourém - 2010



Feira do Livro de Ourém
De 19 a 25 de Abril
Horários:
Segunda a Quinta-feira – 09h30 às 18h00;
Sexta e Sábado – 10h00 às 24h00;
Domingo – 10h00 às 18h00.

Tenda infantil – Actividades em permanência

19 de Abril
Oficinas pedagógicas:
10h30, 14h30 e 16h30 – “Dança e movimento cénico
11h30 e 15h30 – “Expressão dramática
Dinamizadora: Associação Cultural Dois Pontos
Público-alvo: 3 a 6 anos

20 de Abril
10h30 - Oficina pedagógica sobre Reciclagem
Dinamizadora: Valorlis
Público-alvo: 3 a 10 anos
14h30 – Oficina pedagógica sobre Biodiversidade
Dinamizadora: Quercus
Público-alvo: 3.º CEB e Ensino Secundário

21 de Abril
09h30 e 10h30 – Hora do Conto
“Ver, ouvir e contar histórias de encantar"
Público-alvo: 1.º e 2.º anos do 1.º CEB
14h30 – À conversa com Teresa Rita Lopes
(sobre o livro "A asa e a casa")
Público-alvo: 5.º e 6.º anos (2.º CEB)
16h15 – À conversa com Teresa Rita Lopes
(sobre o livro -"Pessoa Inédito")
Público-alvo: 10.º a 12.º anos (Ensino Secundário)

22 de Abril
09h30 e 10h30 – Hora do Conto
“A minha primeira República"
Público-alvo: 3.º e 4.º anos do 1.º CEB
14h30 – À conversa com Hugo Santos
(sobre o livro “Reaprender a resistir”)
Público-alvo: 10.º a 12.º anos (Ensino Secundário)
16h15 – À conversa com Hugo Santos
(sobre o livro "Eu, a casa, os bichos e outras coisas”)
Público-alvo: 5.º e 6.º anos (2.º CEB)

23 de Abril
10h30 – À conversa com Jorge Ribeiro
(sobre o livro "Lá longe onde o sol castiga mais/
A Guerra Colonial contada aos mais novos")
Público-alvo: 6.º a 9.º anos
14h30 – Teatro na Praça - “O nabo gigante” (popular)
Dinamizador: Clube de Cultura e Artes da Escola Secundária de Ourém
Público-alvo: 3 a 6 anos
20h45 – Actuação do Quarteto de Clarinetes da Ourearte
21h00 – À conversa com Carlos André
(sobre os livros "Caminhos do amor em Roma" e “Teias”)
22h00 – Poesia ao luar – Declamação de poemas de amor
Dinamizador: Grupo de Teatro Apollo
Público-alvo: Adulto

24 de Abril
10h30 – Oficina Pedagógica – Origami
Público-alvo: a partir dos 5 anos
15h30 – Actuação da Orquestra de violinos do Conservatório de Música de Ourém/Fátima
16h00 – À conversa com Coronel Sousa e Castro
(sobre o livro “Capitão de Abril, Capitão de Novembro”)
Público-alvo: Adulto
17h30 – Sessão entre pais sobre filhos e pais – “Comunicar com a criança: a linguagem das emoções
Moderadora: Dr.ª Tânia Pires – Psicóloga
Público-alvo: Pais, educadores e público em geral (inscrições limitadas)
21h00 – Exibição do filme “Bom Povo Português”, de Rui Simões
(Entrada livre - Auditório dos Paços do Concelho/1.º piso)
Público-alvo: Adulto
23h00 – Actuação dos “Velha Gaiteira
24h00 – Grândola Vila Morena

25 de Abril
10h00 – Cerimónia oficial
Fanfarra da Associação H. dos Bombeiros Voluntários de Ourém
Actuação da Filarmónica 1.º de Dezembro Cult. e Art. Reis Prazeres
Actuação do Coral de Fátima do Conserv. de Música de Ourém /Fátima
15h30 – Actuação dos “Mar de Pedra
16h00 – Jogos Tradicionais para filhos e para pais
16h30 – As Fábulas de La Fontaine "O Rato do Campo e o Rato da Cidade" e "A Lebre e a Tartaruga"
À conversa com a Coordenadora da colecção infantil Rita Garrido, a Ilustradora Dila Cid e a Prof. Universitária Maria João Cardona
18h00 – Encerramento da Feira do Livro
21h00 – Concerto de Solidariedade com Carlos Moniz (Cine-Teatro Municipal/Parceria com o jornal “Notícias de Ourém”, a favor do CRIO)

22 março 2010

Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano


Os (con)tributos’2010 continuam neste mês de Março, com o tema "O Bicentenário do Nascimento de Alexandre Herculano".Com este encontro a Biblioteca Municipal e a comunidade de leitores pretendem prestar tributo a um dos mais importantes autores do Romantismo em Portugal. Para nos ajudar teremos o convidado, Dr. José António Gaspar. Encontro marcado para as 17horas, do próximo dia 27, na Biblioteca Municipal de Ourém.

Alexandre Herculano de Carvalho Araújo nasceu em Lisboa, a 28 de Março de 1810, no seio de uma família da classe média.Com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do romantismo em Portugal. Os seus primeiros contactos com a literatura ocorreram em ambiente pré-romântico, nos salões da Marquesa de Alorna. Foi ele que introduziu no nosso país o romance histórico, tão característico do romantismo. A inspiração directa veio-lhe naturalmente de Walter Scott e Victor Hugo.Os seus méritos de cidadão, escritor e estudioso eram reconhecidos quase unanimemente pelos seus contemporâneos e foram muitas as honrarias que lhe foram oferecidas. Aceitou algumas de natureza científica, mas as distinções honoríficas recusou-as sempre.Em 1866 casou e pouco depois, retirou-se para a sua quinta de Vale de Lobos, próximo de Santarém. Aí permaneceu até ao fim da vida, ocupado com os seus escritos literários. Foi aí que morreu, a 13 de Setembro de 1877.Da sua obra destacamos “Eurico, o Presbítero”, “O Bobo”, “Lendas e Narrativas”, “O Alcaide de Santarém” e “A Dama de Pé-de-cabra”. Sentimentos violentos, códigos de honra, terrores e maldições perpassam estas histórias trágicas e fantásticas e fazem delas verdadeiras narrativas ao gosto romântico.
José António Gaspar nasceu na aldeia do Sobral, da Freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, do Concelho de Ourém, onde só viveu um ano. Viveu sucessivamente na Maxieira, em Boleiros e em Cova da Iria, da Freguesia de Fátima.Frequentou o Seminário Diocesano, desde 1961 até 1973 e cumpriu o serviço militar em Mafra, Setúbal e Lisboa, desde Janeiro de 1974 até Dezembro de 1975.Frequentou a Universidade Católica em 1976 e concluiu o Curso de Teologia no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, em 1977.Começou a leccionar na Escola Secundária de Ourém, em 1978, ao mesmo tempo que frequentava o Curso de Línguas e Literaturas Modernas, na Variante de Estudos Portugueses, na Universidade de Coimbra.Entre 1978 e 1981 leccionou no Colégio do Sagrado Coração de Maria, em Fátima, tendo concluído neste último ano o Curso de Estudos Portugueses, na Universidade de Coimbra.Fez a profissionalização em exercício em Abrantes nos anos lectivos de 82/83 e 83/84 e voltou para a Escola Secundária de Ourém, onde esteve de 84/85 até 97/98.Esteve requisitado na Quercus, a desenvolver projectos de Educação Ambiental, entre 97 e 2001, tendo regressado à Escola Secundária de Ourém em 2001/2002, onde permanece até hoje.Na área da política, fez um mandato como deputado municipal, em Ourém, em representação do Partido Socialista.Na área sociocultural, foi dirigente dos Escuteiros em Leiria e Fátima e pertence, há vinte anos, à Direcção do Núcleo do Ribatejo e Estremadura da Quercus. Fez também parte do grupo de pessoas que lançou a Associação Fátima Cultural. Colabora dispersamente em vários jornais da região.

20 março 2010

a perfeita metáfora de uma semana

“e depois talvez abrisse as portadas para que ele percebesse a generosidade daquela casa e o quanto a usava pelo lado contrário do esperado.”
valter hugo mãe
in o apocalipse dos trabalhadores

03 março 2010

Racismo, nunca!

Ilustração da Paulinha
Quando se olha e vê diferente
aquilo que na verdade é igual
é porque a malta
é porque a gente
sem coração vê muito mal.
E se os olhos, estranhamente,
não reconhecem no “outro” o valor
ficamos sós
e de repente
o mundo perde a sua cor.

Se dúvidas ainda houver
e alguém te fizer a pergunta,
há que saber responder:
Racismo, nunca!

Carmen Zita Ferreira