13 janeiro 2009
In the absence of your love...
... I'm throwing my arms around Paris.
12 janeiro 2009
28 dezembro 2008
24 dezembro 2008
All You Need Is Love
Feliz Natal!
22 dezembro 2008
20 dezembro 2008
Dezembro e não Natal

Fotografia de Paulo Damasceno
Tenho estado a observar
o constante deambular
de tantas e tantas almas.
Entram e saem das lojas,
levam sacos cheios de coisas
que hoje compraram,
para nunca vir a usar.
São os seus passos obstinados
que me impressionam
e os olhos em frente focados
como se o horizonte fosse sempre
continuar a comprar.
O que falta ao Homem neste Dezembro?
Afinal, o que nos falta
e parece, sempre, continuar a faltar?
o constante deambular
de tantas e tantas almas.
Entram e saem das lojas,
levam sacos cheios de coisas
que hoje compraram,
para nunca vir a usar.
São os seus passos obstinados
que me impressionam
e os olhos em frente focados
como se o horizonte fosse sempre
continuar a comprar.
O que falta ao Homem neste Dezembro?
Afinal, o que nos falta
e parece, sempre, continuar a faltar?
Carmen Zita Ferreira
18 dezembro 2008
Ferida
“(…) os segredos, na Vila Cacimba, não se enterram nunca em cova. Ficam em buraco aberto como ferida que nunca ganha cicatriz.”
Mia Couto
Mia Couto
in Venenos de Deus Remédios do Diabo.
Ed. Caminho, Lisboa, Maio de 2008. pg.104
07 dezembro 2008
Breviário de pequenas intenções
Breviário de pequenas intenções:
- Escrever um conto genial;
- Parar de jogar com as palavras (como acrescentar um "t" à última palavra supra) enquanto penso em pequenas mas boas intenções.
04 dezembro 2008
hold still
Nem sequer é a minha preferida (longe disso), mas quis seguir o conselho do gatinho ali em baixo.
01 dezembro 2008
26 novembro 2008
O poeta
Trabalha agora na importação
e exportação. Importa
metáforas, exporta alegorias.
Podia ser um trabalhador
por conta própria,
um desses que preenche
cadernos de folha azul com
números
de deve e haver. De facto, o que
deve são palavras; e o que tem
é esse vazio de frases que lhe
acontece quando se encosta
ao vidro, no inverno, e a chuva cai
do outro lado. Então, pensa
que poderia importar o sol
e exportar as nuvens.
Poderia ser
um trabalhador do tempo. Mas,
de certo modo, a sua
prática confunde-se com a de um
escultor do movimento. Fere,
com a pedra do instante, o que
passa a caminho
da eternidade;
suspende o gesto que sonha o céu;
e fixa, na dureza da noite,
o bater de asas, o azul, a sábia
interrupção da morte.
Ajude-nos a distribuir sorrisos!
25 novembro 2008
Interessante
"Quando viajo, para escrever ou por prazer, tento saber o menos possível sobre o sítio para onde vou, para não chegar lá já influenciado. Vou como uma folha em branco."
Vidiadhar Surajprasad Naipaul
(Nobel da Literatura de 2001)
Lisboa, Novembro de 2008
Vidiadhar Surajprasad Naipaul
(Nobel da Literatura de 2001)
Lisboa, Novembro de 2008
20 novembro 2008
Jogo de espelhos

Fotografia de Carlos Loff Fonseca
Partem-se com promessas de azares
Sucumbidos pelo vento matinal que nos acorda
Às horas em que finalmente julgávamos conseguir dormir.
Para eles olhamos directamente.
Em alguns vemos em nossos pescoços uma corda
Noutros esboçamos o mais belo sorrir.
É um jogo que nem todos conseguem jogar.
Uns nem chegam mesmo a acordar
Quando o vento matinal decide quebrar os espelhos
Que atenciosamente guardam em seus quartos.
Outros julgam que por se não quebrarem os deles
São os espelhos certos
E não chegam a jogar.
Eu
Revejo-me em cada pedaço partido que me reflecte
E julgo não acreditar no azar.
Carmen Zita Ferreira
In Jogo de Espelhos. Ed. Som da Tinta, 2004, pg. 7
18 novembro 2008
O Outono e a fantasia
Uma vez um homem encontrou duas folhas e entrou em casa segurando-as com os braços esticados dizendo aos pais que era uma árvore.
Ao que eles disseram, então vai para o pátio e não cresças na sala pois as tuas raízes podem estragar a carpete.
Ele disse, eu estava a brincar, não sou uma árvore e deixou cair as folhas.
Mas os pais disseram, olha, é Outono.
Russell Edson (1935), in O Túnel
(Tradução de José Alberto Oliveira)
Ao que eles disseram, então vai para o pátio e não cresças na sala pois as tuas raízes podem estragar a carpete.
Ele disse, eu estava a brincar, não sou uma árvore e deixou cair as folhas.
Mas os pais disseram, olha, é Outono.
Russell Edson (1935), in O Túnel
(Tradução de José Alberto Oliveira)
16 novembro 2008
12 novembro 2008
Ouch!
Help, I have done it again.
I have been here many times before.
Hurt myself again today,
and the worst part is there's no one else to blame.
Be my friend,
hold me, wrap me up,
unfold me, I am small and needy,
warm me up and breathe me.
Ouch, I have lost myself again.
Lost myself and I am nowhere to be found.
Yeah, I think I might break.
Lost myself again and I feel unsafe.
Sia – Breath me
05 novembro 2008
31 outubro 2008
There's hope to have, in the past
Why would he come back through the park?
You thought that you saw him, but no you did not.
It's not him coming across the sea to surprise you,
not him who would know where in London to find you.
Sadness so real that it populates
the city and leaves you homeless again.
Steam from a cup and snow on the path,
the seasons have changed from the present to past.
The past...
There's hope to have,
in the past...
Why would he come back through the park?
You thought that you saw him, but no you did not.
Who can be sure of anything through
the distance that keeps you from knowing truth.
Why would he think, the boy could become
the man who could make you sure he was the one?
The one...
My one...
My one...
Feist - The park
30 outubro 2008
Foi o caso 2#
Recebi, este Outubro, um anel como aquele que gostava que um dia me tivesses oferecido.
Usá-lo-ia todos os dias.
Assim usá-lo-ei quase todos, porque julgo que cumpre a sua função: alegra-me a vista, faz-me pensar em ti e aquece-me o coração.
Usá-lo-ia todos os dias.
Assim usá-lo-ei quase todos, porque julgo que cumpre a sua função: alegra-me a vista, faz-me pensar em ti e aquece-me o coração.
24 outubro 2008
21 outubro 2008
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