
o constante deambular
de tantas e tantas almas.
Entram e saem das lojas,
levam sacos cheios de coisas
que hoje compraram,
para nunca vir a usar.
São os seus passos obstinados
que me impressionam
e os olhos em frente focados
como se o horizonte fosse sempre
continuar a comprar.
O que falta ao Homem neste Dezembro?
Afinal, o que nos falta
e parece, sempre, continuar a faltar?









