12 setembro 2008
Talking about my generation
No dia 11 há 11 anos...
(make a wish)
03 setembro 2008
Setembro
Era Setembro
ou outro mês qualquer
propício a pequenas crueldades:
a sombra aperta os seus anéis.
Que queres tu ainda?
O sopro das dunas sobre a boca?
A luz quase despida?
Fazer do corpo todo
um lugar desviado do inverno?
Eugénio de Andrade
in Poesia, Ed. Fundação Eugénio de Andrade,
2.ª edição, 2005, pg.341
02 setembro 2008
29 agosto 2008
25 agosto 2008
18 agosto 2008
Vaga mágoa

Fotografia: Dorotka Ewentualnie
Paira à tona de água
uma vibração.
Há uma vaga mágoa
no meu coração.
Não é porque a brisa
ou o que quer que seja
faça esta indecisa
vibração que adeja;
Nem é porque eu sinta
uma dor qualquer.
Minha alma é indistinta,
não sabe o que quer.
É uma dor serena,
sofre porque vê.
Tenho tanta pena!
Soubesse eu de quê!...
Fernando Pessoa
in Poesia 1918-1930, Ed. Assírio & Alvim,
uma vibração.
Há uma vaga mágoa
no meu coração.
Não é porque a brisa
ou o que quer que seja
faça esta indecisa
vibração que adeja;
Nem é porque eu sinta
uma dor qualquer.
Minha alma é indistinta,
não sabe o que quer.
É uma dor serena,
sofre porque vê.
Tenho tanta pena!
Soubesse eu de quê!...
Fernando Pessoa
in Poesia 1918-1930, Ed. Assírio & Alvim,
Lisboa, 2005, pg. 296
06 agosto 2008
Dê, vai ver que não dói nada

Desde 15 do passado mês de Julho que a AMI lançou ao público um projecto de recolha de óleos alimentares usados, que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Para participar neste projecto da AMI:
- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui (são já 5 os locais onde o poderá fazer no Concelho de Ourém, por exemplo).
Fonte: http://www.ami.org.pt/
Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt
A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.
Para participar neste projecto da AMI:
- Junte o óleo alimentar que usa na sua cozinha numa garrafa de plástico e entregue-a quando estiver cheia num dos restaurantes aderentes. Os restaurantes estão identificados e a lista completa está disponível aqui (são já 5 os locais onde o poderá fazer no Concelho de Ourém, por exemplo).
Fonte: http://www.ami.org.pt/
Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 1949-008 Lisboa Tel. 218 362 100 Fax 218 362 199E-Mail: reciclagem@ami.org.pt
Troca para marcar

Estou inscrita numa "onda de trocas" bem interessante, na sequência de um desafio da teia de ariana. Eis os pormenores:
Tema: TROCA PARA MARCAR
Regras:
1) Fazer um marcador para livros, no material que se quiser,com uma ilustração/ colagem nossa e uma frase ou excerto que nos tenha marcado (indicando nome do livro e do autor) e assinar;
2) Acrescentar uma pequena lista de sugestões de livros para leitura de férias... ou sem ser de férias.
Regras:
1) Fazer um marcador para livros, no material que se quiser,com uma ilustração/ colagem nossa e uma frase ou excerto que nos tenha marcado (indicando nome do livro e do autor) e assinar;
2) Acrescentar uma pequena lista de sugestões de livros para leitura de férias... ou sem ser de férias.
Inscrições: até dia 3 Agosto;
Divulgação dos parceiros: 4 de Agosto;
Prazo de envio dos marcadores de livros: até final do mês de Agosto;
Dia da postagem do que se enviou e recebeu, para todos, nos seus blogs: 14 de Setembro.
Os parceiros foram divulgados e por incrível que pareça, o sorteio ditou que o meu par tivesse um blog chamado um quarto de fadas. Vou tentar cumprir todas as regras... Prometo.
15 julho 2008
Regresso

Fotografia de Nuno Abreu
Regresso
Afasto-me do mar
que apaga minhas pegadas
sempre que dele me estou a afastar.
Ganha nova força
e sobe até à marginal
este velho conhecido que me atrai,
que me sussurra ao ouvido:
“Voltarás!
Essa pegada já se foi
mas outras um dia marcarás!”
É sábio o meu amigo.
E com frases sábias me encanta
enquanto limpa da areia meus pés
como se esta fosse uma sagrada manta.
Minhas marcas já ninguém vê.
Só o mar sabe que até ele desci.
No meu regresso só ele crê
pois só ele me sentiu por aqui.
Carmen Zita Ferreira
in Do mar grande e d’outras águas,
Gama Ed., 2006, pg.39
11 julho 2008
04 julho 2008
01 julho 2008
Verão
Fotografia de Nuno LopesO livro aberto esquecido na relva,
o sol mordido das amoras bravas,
a voz húmida e lenta dos rapazes,
os degraus por onde a sombra desce.
Ouço-as como se ouvisse chegar o verão,
seus inumeráveis dedos correm pelos dias
ou pelas noites com as águas dentro;
Ouço essas vozes, esse rumor de luzes
subir no escuro, tropeçar nos vidros,
com a manhã alta cair nas areias,
morder os muros, arder endoidecido.
Eugénio de Andrade
in Poesia, Ed. Fundação Eugénio de Andrade,
o sol mordido das amoras bravas,
a voz húmida e lenta dos rapazes,
os degraus por onde a sombra desce.
Ouço-as como se ouvisse chegar o verão,
seus inumeráveis dedos correm pelos dias
ou pelas noites com as águas dentro;
Ouço essas vozes, esse rumor de luzes
subir no escuro, tropeçar nos vidros,
com a manhã alta cair nas areias,
morder os muros, arder endoidecido.
Eugénio de Andrade
in Poesia, Ed. Fundação Eugénio de Andrade,
2.ª edição, 2005, pg.335
23 junho 2008
The Racounteurs
you gotta learn to live, and live and learn
you gotta learn to give, and wait your turn,
or you' ll get burned
16 junho 2008
Exaltação
Venha!Venha uma pura alegria
Que não tenha
Nem a senha
Nem o dia!
Abra-se a porta da vida
Sem se perguntar quem é!
E cada qual que decida
Se quer a lama aquecida
No lume da nova fé.
Venha!
Venha um sol que ninguém tenha
No seu coração gelado!
Venha
Uma fogueira de lenha
De todo o tempo passado!
Miguel Torga
in Libertação, 4.ª edição, Coimbra, 1978, pg.16
Fotografia de Nuno Abreu
11 junho 2008
02 junho 2008
30 maio 2008
You can never hold back spring
"És tu a Primavera que eu esperava,
A vida multiplicada e brilhante,
Em que é pleno e perfeito cada instante."
Sophia de Mello Breyner
(Para a família S.)
26 maio 2008
19 maio 2008
15 maio 2008
12 maio 2008
A song from the darkest hour
Those who feel the breath of sadnessSit down next to me
Those who find they’re touched by madness
Sit down next to me
Those who find themselves ridiculous
Sit down next to me
In love, in fear, in hate, in tears
James - Sit down
Foto: Fernanda Figueiredo
Foto: Fernanda Figueiredo
08 maio 2008
Promessa

Fotografia de Nuno Abreu
Na ribeira que sulca
os leitos deste labirinto
procuro a cesta de vime
que suavemente te trará
até mim.
Deixa-te embalar pela corrente
até ao calor do rubro abrigo
que te aguarda, meu bem.
Na encruzilhada de três rios
que encontrarás na viagem
ao fundo de ti,
antes de continuares
pelo fabuloso caminho,
em recolhimento reflecte
e depois escolhe uma qualquer rota,
meu infante,
porque o destino te trará aqui.
Entretanto eu esperarei
e dia após dia guardarei
todos os tesouros
que para ti estão reservados:
Reino encantado, com nuvens de chocolate,
refúgios de luz escarlate
e translúcidos lagos.
Carmen Zita Ferreira
in Do mar grande e d’outras águas,
os leitos deste labirinto
procuro a cesta de vime
que suavemente te trará
até mim.
Deixa-te embalar pela corrente
até ao calor do rubro abrigo
que te aguarda, meu bem.
Na encruzilhada de três rios
que encontrarás na viagem
ao fundo de ti,
antes de continuares
pelo fabuloso caminho,
em recolhimento reflecte
e depois escolhe uma qualquer rota,
meu infante,
porque o destino te trará aqui.
Entretanto eu esperarei
e dia após dia guardarei
todos os tesouros
que para ti estão reservados:
Reino encantado, com nuvens de chocolate,
refúgios de luz escarlate
e translúcidos lagos.
Carmen Zita Ferreira
in Do mar grande e d’outras águas,
Ed. Gama, 2006, pg.42
06 maio 2008
02 maio 2008
made in portugal

Augusto Cid ganhou o grande prémio do X Porto Cartoon World Festival, com o desenho de um atleta olímpico chinês, que carrega uma chama olímpica feita de monges budistas.
Para nós a qualidade gráfica do português Augusto Cid, bem como a actualidade dos seus trabalhos já não são novidade e é com grande agrado que recebemos a notícia da atribuição de mais um prémio, que reconhece o seu talento.
Para nós a qualidade gráfica do português Augusto Cid, bem como a actualidade dos seus trabalhos já não são novidade e é com grande agrado que recebemos a notícia da atribuição de mais um prémio, que reconhece o seu talento.
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