
15 maio 2008
12 maio 2008
A song from the darkest hour
Those who feel the breath of sadnessSit down next to me
Those who find they’re touched by madness
Sit down next to me
Those who find themselves ridiculous
Sit down next to me
In love, in fear, in hate, in tears
Foto: Fernanda Figueiredo
08 maio 2008
Promessa

os leitos deste labirinto
procuro a cesta de vime
que suavemente te trará
até mim.
Deixa-te embalar pela corrente
até ao calor do rubro abrigo
que te aguarda, meu bem.
Na encruzilhada de três rios
que encontrarás na viagem
ao fundo de ti,
antes de continuares
pelo fabuloso caminho,
em recolhimento reflecte
e depois escolhe uma qualquer rota,
meu infante,
porque o destino te trará aqui.
Entretanto eu esperarei
e dia após dia guardarei
todos os tesouros
que para ti estão reservados:
Reino encantado, com nuvens de chocolate,
refúgios de luz escarlate
e translúcidos lagos.
Carmen Zita Ferreira
in Do mar grande e d’outras águas,
06 maio 2008
02 maio 2008
made in portugal

Para nós a qualidade gráfica do português Augusto Cid, bem como a actualidade dos seus trabalhos já não são novidade e é com grande agrado que recebemos a notícia da atribuição de mais um prémio, que reconhece o seu talento.
30 abril 2008
25 abril 2008
Questão

e as palavras teimam
em não se transformar em actos,
quem é que se apropria de factos
que em nada da sua vida
se reflectem?
Agora que Abril nasceu
para aqueles que o não fizeram,
quem nos quer tapar os olhos
com lantejoulas, brilhantina e folhos
enquanto suaves tiranias
se cometem?
Carmen Zita Ferreira
Abril’2008
23 abril 2008
Páginas enfeitiçadas

22 abril 2008
21 abril 2008
14 abril 2008
Memorável
Noite de 12 de Abril, Coliseu dos Recreios, um notável e fabuloso espectáculo.
David Fonseca prometeu um espectáculo pensado do princípio ao fim e cumpriu a promessa.
Em jeito de introdução, num pequeno e intimista vídeo, realizado pelo próprio cantor, este convida-nos a entrar no seu mundo, onde o ponto de partida é sempre difícil de tomar e onde o ponto de chegada não é o mais importante, porque é o caminho que o fascina.

Acabado o vídeo, entram em palco quatro mariachis, muito para lá de divertidos, a fazer adivinhar o tema “4th Chance”, onde David Fonseca explorou os sons dos instrumentos de sopro. Não poderia ter começado de melhor maneira este espectáculo, que teve a invulgar capacidade de ir surpreendendo o público, em cada pormenor, até ao grandioso final.
Os dez primeiros temas foram singles efusivamente cantados pelo público. Pelo meio, a habitual e inquietante versão de “Song to the Siren”, com o pormenor cénico da descida de lâmpadas sobre o público, a meio da sala, que se acenderam ao levantar do braço de David Fonseca em direcção às mesmas, com uma lâmpada já acesa, na sua própria mão.

A certa altura David Fonseca afirmou que não leva inéditos só ao Texas e que também queria brindar o público do Coliseu com um tema inédito, desta feita com o título, ainda provisório, “Orange Tree”.
De destacar também o momento em que todos vibraram com a música “This raging light”, enquanto um grupo de bailarinos/as, dançavam (um dos quais em cima do piano da Rita Redshoes) sob várias esferas de espelhos disco e ainda o momento em que o cantor confessa que, no passado, desejara ser "agente secreto".

No final, num obrigatório encore, David Fonseca surge no palco, de pijama, sentado numa cama, sob bolinhas de sabão, com uma viola acústica, para cantar, como se estivéssemos no seu quarto, o tema “Dreams in colors”. Terminada música David disse “Lisboa, estou cansado” e deitou-se na cama. Apagaram-se a luzes do palco…

Parecia que tudo tinha terminado ali, num sono profundo do artista. Mas não, o espectáculo culmina, num sonho real, com todos os elementos do grupo mascarados, onde David Fonseca passa a mensagem de que, nos seus sonhos, estará sempre com o público que com ele viveu aquela noite, presenteando o mesmo com uma versão do tema “Together in electric dreams”, de Philip Oakey.
Na verdade, penso que o público levou a sério esta mensagem (we’ll always be together) e quando o espectáculo sair em DVD poucos serão os que não quererão preservar esta noite como sua e recordá-la sempre que assim o desejarem.
1.ª parte
Cada vez mais segura em palco, Rita Redshoes intensifica a cada espectáculo que passa a sua expressividade e a sua capacidade de comunicação, o que só vem confirmar aquilo que tínhamos adivinhado aquando da sua estreia, a 12 de Outubro passado, aqui.
12 abril 2008
longa espera
08 abril 2008
07 abril 2008
Desafio musical
Quando estava a transcrever o poema e a ouvir a melodia da música do anterior artigo, percebi que, sim, essa (Postcards from Italy) seria uma das que colocaria na minha lista pessoal.
E foi com grande alegria que reparei que, assim sendo, muitas outras ainda estarão para vir e tomar o seu lugar na minha lista de futuro.
Gostei da ideia e decidi, finalmente, procurar as seis músicas que mais me marcaram até hoje.
Qual seria o critério de escolha?
As melhores, as mais perfeitas, as mais consagradas?
Não. Decidi escolher aquelas que já me fizeram chorar, as que provocam no meu coração uma alegria que me faz (ainda hoje) querer pular, as que me arrepiam e as que transformaram o meu pequeno mundo.
Assim sendo, aqui vai a lista, sem nenhuma música dos Beirut (ainda) e ordenada arbitrariamente:
- Por quem não esqueci – Sétima Legião;
- Les Mystérieuses Cités D'Or (tema dos desenhos animados com o mesmo nome);
- Shiny Happy People - R.E.M.;
- Linger - The Cranberries;
- They Dance Alone – Sting;
- Noite de Verão – Trovante.
Devo dizer que à conta deste desafio já ri e já me fartei de chorar! Não quero de maneira alguma provocar tais sensações à Justine e à Tanita, mas é precisamente a elas que vou passar o desafio, por mera e sincera curiosidade.
04 abril 2008
sublime
The times we had
Oh, when the wind would blow with rain and snow
Were not all bad
We put our feet just where they had, had to go
Never to go
The shattered soul
Following close but nearly twice as slow
In my good times
There were always golden rocks to throw
at those who admit defeat too late
Those were our times, those were our times
And I will love to see that day
That day is mine
When she will marry me outside with the willow trees
And play the songs we made
They made me so
And I would love to see that day
Her day was mine .
Beirut
01 abril 2008
Lies
“Now here's the sun, it's alright!
Lies, lies! (…)
Every time you close your eyes,
Lies, lies!”
Arcade Fire
29 março 2008
Barco fantasma

Descarregada em seus porões,
De tesouros, de sentimentos,
De vozes e de emoções.
Vai vazia esta nau
Despojada de bandeira
Com rumo de sem eira nem beira,
Acompanhando, imóvel,
A única voz solitária
Do passado.
O eco é a sua viagem.
Não naufraga,
Não nada.
Não há termo para o deambular.
Como vai vazia aquela alma.
Como se arrasta aquela nau.
Susana Júlio
"Do mar grande e d'outras águas". Ed. Gama, 2006, pg. 97
27 março 2008
Well don't ya know that happiness is a warm gun
And I feel my finger on your trigger
I know nobody can do me no harm
Because happiness is a warm gun, momma
Happiness is a warm gun -Yes it is.
Happiness is a warm, yes it is...
Gun!
20 março 2008
o eterno retorno
“Tudo o que é agradável na vida se baseia num retorno das coisas exteriores, que com regularidade se verifica.
A alternância do dia e da noite, das estações do ano, das flores e frutos e o mais que de época para época se nos depara, para que possamos e devamos fruir, tudo isso é que verdadeiramente impulsiona a vida terrena.
Quanto mais abertos estivermos a essas fruições, mais felizes nos sentimos.”
Goethe (Poesia e Verdade;13.º livro)
citado em “O livro dos amigos”
18 março 2008
Dig yourself
Ainda sobre experiências democráticas...
17 março 2008
experiências democráticas
Fotografia: anIa bystrowsKaToda a obra corruptível perece e aquele que a fez irá com ela.
"Eclesiástico 14,19"






