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19 agosto 2013

CONTO: ‘O AMOR É O HABITUAL NO INVISÍVEL’

Na última edição da Preguiça Magazine saiu o meu mais recente conto, escrito em parceria com João Silva. Quem tiver curiosidade poderá lê-lo aqui

27 junho 2013

CONTO: ‘ESCALA DE MEDIDA DO AMOR’

Na Preguiça Magazine saiu hoje o meu mais recente conto, escrito em parceria com a Elsa Margarida Rodrigues. Quem tiver curiosidade poderá lê-lo aqui.

13 maio 2013

Luz ao fundo do túnel - um folhetim

O folhetim "Luz ao fundo do túnel" da Preguiça Magazine já terminou. Participei com todo o gosto e entusiasmo no mesmo (cap. V e cap. XI).
Parece que a preguiça veio para ficar por estes lados. Mais novidades num link perto de si, em breve!

18 março 2013

farol


Farol
Estará a pacífica luz do teu olhar
à minha espera nesta viagem?
Neste regresso outonal,
por entre ramos sinuosos
de negro decorados
estarão os teus braços a aguardar
o meu barco mutilado?

Saberei eu a âncora largar,
terei eu a necessária coragem?
Nesta revolta quase invernal,
por entre rumos ardilosos
de falsos brilhos adornados
encontrarei a tua luz neste mar
para me descobrir a salvo?

Estará teu espírito preparado
para assistir ao naufrágio
desta imprudente embarcação?
Será a visão do teu sereno aviso de perigo
neste insensato retorno,
a minha derradeira recordação?
Carmen Zita Ferreira

06 setembro 2012

o quarto que sente

Imagine-se que em vez de um esquilo se via um gato ruivo e "o quarto que sente", no que toca a esta colaboradora, é mesmo assim.

25 janeiro 2011

A estante do JL



O JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias desta quinzena (12 a 25 de Janeiro), no suplemento JL Educação, na sua Estante, apresenta vários livros da editora Trinta por uma linha. Entre eles pode ler-se um apontamento sobre o meu “livrito”.


19 janeiro 2011

A arte do desvio 2#

D. Júlia acordou com frio.
Desde o segundo em que se levantou até ao segundo em que saiu de casa sentiu frio.
Todos os indícios a levavam a pensar que na rua estaria tudo gelado e por isso saiu porta fora com cuidado. O corpo estava satisfeito com o trabalho que duas mãos quentes tinham feito na sua pele inteira, na noite anterior e tudo havia a fazer para que essa sensação se prolongasse.
Assim que pousou o primeiro pé na calçada, caiu estatelada de costas no chão. Nos milésimos de segundo da queda, viu o céu cinzento, em meio círculo, a passar vertiginosamente diante dos olhos e pensou: “Já está, Júlia. Partiste-te toda.”
Não tinha partido. Mexia as pernas, mexia os braços e mexia o pescoço, apesar de não se conseguir levantar. Era por dentro que estava paralisada.

D. Júlia, faça frio, ou faça sol, a partir esse dia, ao sair de casa, desvia-se do exacto sítio onde pousou o pé nessa manhã. É essa a arte que está a praticar desde então.

02 janeiro 2011

15 dezembro 2010

a arte do desvio 1#

ou
todos os dias passo tão perto…


Há, na viagem que tenho feito, umas curvas especiais.
Apercebi-me disso há uns dias quando, pela terceira vez, ouvi a mesma música ao passar por elas e pensei na minha morte.
Ontem, para me certificar de que não me aconteceria o mesmo pela quarta vez, seleccionei a rádio e ouvi outra música; no entanto pensei na mesma que, naquelas curvas, é possível que possa, um dia (uma noite) morrer.
Como quando regresso a casa a essa hora toda a senda me parece igual e raramente me lembro do caminho que fiz, ontem quis identificar melhor onde estão essas curvas especiais:
Estão perto do corte para a terra natal do meu avô João.
Sou mocinha para me deixar tocar por todas estas coincidências. Mas, ultimamente, ando a praticar a arte do desvio.

30 novembro 2010

16 novembro 2010

«O bicho-de-sete-cabeças - História de uma eleição democrática» - Uma obra para crianças e não só


"Carmen Zita Ferreira apresentou, no passado domingo, a sua mais recente obra, um conto infantil denominado «O bicho-de-sete-cabeças/ História de uma eleição democrática».
Ilustrada por Sandra Serra e com posfácio de Eduardo Marçal Grilo, o livro conta a história e uma eleições em que o vencedor é um bicho-de-sete-cabeças, onde cada cabeça representa uma qualidade indispensável para quem se propõe exercer um cargo de serviço público. Na hora da coroação surgem os problemas porque é preciso escolher a cabeça a coroar. E qual delas é a mais importante? Após o impasse gerado pela discussão, surge a solução. Mas essa, como dizia a autora no dia do lançamento, será para os leitores descobrirem.
Uma história extremamente bem contada e ilustrada, escrita para crianças mas que não faz mesmo mal nenhum ser lida e absorvida por adultos.
A apresentação decorreu na sede da AMBO, após a audição dos jovens cantores do coral infantil e juvenil da associação dirigidos pelo maestro Paulo Honório.
A vice-presidente da AMBO, Ana André começou por manifestar a sua satisfação pelo facto do lançamento estar a decorrer na AMBO, até porque Carmen Zita é «uma filha da casa» sendo mesmo que «toda a sua família é da casa». Considera importante «que decorram aqui estas iniciativas culturais» e defende que, na era das novas tecnologias é sempre uma «grande satisfação o lançamento de um livro infantil, com uma história muito bem concebida e com excelentes ilustrações».

Em representação da Câmara esteve o vice-presidente e vereador da Cultura que salientou o facto da sala se encontra cheia o que considera ser «algo de sublinhar». E porque «um livro para crianças, lê-se rapidamente por um adulto» José Alho afirma ter feito «esse exercício» o que o faz dizer «que bom seria que os decisores tivessem todas estas cabeças para pôr ao serviço das suas comunidades».
Gracejando, Alho afirma que «está tão simplesmente escrito que até os adultos percebem» e termina a prometer que vai «tentar ser um bicho-de-sete-cabeças na minha quota-parte de responsabilidade».
João Manuel Ribeiro, da editora «trinta por uma linha» começou por felicitar a AMBO e a Câmara por se associarem e apoiarem este lançamento e refere o momento musical a que assistiu para defender a importância da música para as crianças.
Quanto ao livro em questão, garante que a editora o iria publicar de qualquer maneira, mas manifesta a sua satisfação por a Câmara e o Governo Civil se terem associado à sua publicação. Até porque, afirma, «os livros infantis têm características próprias», são lidas não apenas as palavras mas também as imagens. Por isso, garante, «se este livro não fosse bom, não o editávamos», até porque, «só editamos livros que valham a pena».
Carmen Zita estava visivelmente emocionada naquela «casa onde cresci e me desenvolvi como cidadã». Diz que «aqui aprendi a trabalhar para o colectivo e a valorizar o indivíduo e o que cada um pode oferecer, individualmente, ao colectivo».
Agradece à Câmara, Governo Civil e ilustradora, mas também a Marçal Grilo que confessa não conhecer pessoalmente mas que admira e que aceitou fazer o posfácio após ter lido o livro que lhe enviou por mail.
De referir ainda que a Associação Promotora do Ensino dos Cegos (APEC) traduziu a obra para Braille, passando desse modo a ficar também disponível para crianças invisuais e para os pais invisuais que desejem ler as histórias aos seus filhos. Esta obra em Braille vai ser oferecida pela autora a cinco bibliotecas do país."
Notícias de Ourém, edição de 12 de Novembro de 2010